Em sua recém-lançada autobiografia, o ator que interpretou Doc Brown relembra a gravação da clássica cena do trem no Velho Oeste e confessa que poderia ter feito uma tomada perigosa
Aos 88 anos de idade recém-completados e com uma carreira repleta de papéis icônicos, o ator Christopher Lloyd ainda guarda uma pequena frustração no coração sobre sua passagem por uma das trilogias mais famosas da história do cinema. Em sua autobiografia recém-lançada, intitulada In My Own Time, a eterna estrela de De Volta para o Futuro revelou que o terceiro capítulo da franquia (1990) é o seu favorito da saga, mas admitiu se arrepender de ter obedecido às ordens da produção para não realizar uma dublagem de alto risco.
No livro de memórias, lançado em outubro de 2026 dias após seu aniversário (dia 22), Lloyd relembra as filmagens no Velho Oeste e detalha a icônica sequência em que o Dr. Emmett “Doc” Brown cavalga em alta velocidade ao lado do trem a vapor em movimento para resgatar Marty McFly (Michael J. Fox) e acelerar o DeLorean até as 88 milhas por hora. Em entrevista à Entertainment Weekly (via The Independent), o ator disse:
“A cena exigia que eu cavalgasse bem ao lado da traseira do trem, até estar perto o suficiente para agarrar a maçaneta do vagão. No entanto, me disseram claramente para não tentar agarrar aquela alça de jeito nenhum, nem me puxar do cavalo para o trem”
Na ocasião, Lloyd acatou as instruções da equipe de segurança, parando o cavalo para permitir que dublês profissionais assumissem a manobra arriscada. Contudo, a proximidade com o trem deixou o astro tentado a quebrar o protocolo e fazer a cena ele mesmo.
“Eu estava ao alcance” (…) “E senti que podia fazer aquilo. Estava bem ali. Quase coloquei tudo em risco. Mas não fiz, e foi por pouco. Quem sabe o que teria acontecido? Mas toda vez que assisto ao filme e vejo aquela cena, ainda sinto aquela pontada no coração: eu deveria ter feito.”

Com uma trajetória brilhante na cultura pop que inclui papéis como o Vilão Klingon Comandante Kruge em Jornada nas Estrelas III (1984), o sinistro Juiz Doom em Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) e o Tio Fester (Chico) em A Família Addams (1991), o veterano sempre manteve sua vida pessoal de forma reservada. O livro de memórias quebra esse hiato com histórias inéditas de bastidores – um aquecimento de peso para os fãs brasileiros que se preparam para encontrá-lo pessoalmente durante sua participação na CCXP26, em São Paulo, no próximo mês de dezembro.




















