Depois que Balatro estourou, choveu roguelike de carteado, e Dungeons & Degenerate Gamblers é um dos que vieram nessa onda. Criado pela Purple Moss Collectors, estúdio neozelandês tocado basicamente por um desenvolvedor só, o Michael Davis, e publicado pela Yogscast Games, o jogo saiu no PC em agosto de 2024 e chegou ao Switch em 9 de outubro de 2026. A base é o blackjack: você desce por andares de uma masmorra enfrentando apostadores e monta um baralho cheio de cartas especiais que quebram as regras do 21.
A origem é curiosa. A ideia nasceu de uma tarefa do programa britânico Taskmaster, em que os participantes tinham que decorar a ordem de um baralho de cartas sem sentido.
Visualmente, não tenho do que reclamar. O jogo é lindo, instigante e competentíssimo na concepção artística, e até a trilha e a sonoplastia são de qualidade. O problema pra mim tá na proposta. O blackjack sempre foi jogo de azar rápido, de aposta e jogatina pesada, e fora dos cassinos e da casa da vovó ele já andou acompanhado de muita barra pesada mundo afora. Pegar isso e empilhar um monte de power-ups em cima, quando a graça é só somar 21, não me pareceu coerente. Nem tudo merece ser revisitado e reinventado, e aqui achei chato.
A recepção foi mais morna que a de outros do gênero. No OpenCritic, a média ficou em 69, com 62% dos críticos recomendando. A PC Gamer deu 67 e reclamou da aleatoriedade. Já o God is a Geek deu 8,5 e elogiou a variedade de cartas, apesar dos efeitos difíceis de decorar. O Siliconera achou divertido, mas com menos fôlego que Balatro.
Se você curte roguelike de cartas e não tem ressalva com a temática, pode ter mais sorte que eu. Na eShop americana, ele sai por US$ 14,99.
