“Hétero Sigilo” está de volta ao Rio de Janeiro

“Hétero Sigilo”, o solo de Bernardo Dugin volta aos palcos cariocas para uma curta temporada, de 7 a 29 de novembro, no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea. Idealizada, escrita e protagonizada pelo artista, a peça mistura humor, autoficção e crítica social e transforma experiências íntimas de repressão e pertencimento em identificação coletiva, o que a consolidou como um dos fenômenos recentes do teatro LGBTQIAPN+.

Artes Teatro das Artes (2)

Dirigida por João Fonseca, a peça parte da ideia de que muitas pessoas passam a vida interpretando personagens para sobreviver socialmente. Em cena, Dugin revisita memórias, silêncios e mecanismos de disfarce impostos pela heteronormatividade, discutindo o custo psicológico de viver sob constante vigilância emocional. O espetáculo está indicado ao Prêmio Shell 2026 na categoria Melhor Cenário, com cenografia de Nello Marrese, e ao Prêmio Cenym de Teatro Nacional nas categorias Melhor Monólogo e Melhor Texto Original.

Com linguagem que combina humor, vulnerabilidade e relato pessoal, “Hétero Sigilo” ganhou destaque por abordar temas como masculinidade, performance social e violência simbólica sem abrir mão da comunicação popular. Desde a estreia, o espetáculo vem mobilizando plateias emocionalmente e gerando forte repercussão nas redes, onde vídeos ligados ao projeto já ultrapassaram milhões de visualizações. “O espetáculo não fala apenas sobre sexualidade. Fala sobre os pactos silenciosos que fazemos para caber. Sobre as versões de nós mesmos que inventamos para evitar rejeição, violência ou abandono”, afirma Dugin.

A peça surgiu após um episódio de homofobia vivido por Dugin e seu namorado durante uma missa de sétimo dia em Nova Friburgo, em 2023. O caso teve repercussão nacional e inspirou o artista a transformar a experiência em investigação cênica sobre medo, silêncio e pertencimento. No entanto, o espetáculo rapidamente ultrapassou a autoficção e passou a dialogar com diferentes públicos a partir de uma pergunta central: quanto da nossa identidade foi moldada pelo medo de não caber?

A direção é assinada por João Fonseca, responsável por sucessos como “Cazuza” e “Minha Mãe é uma Peça”. “O que me interessa em ‘Hétero Sigilo’ é que ele não aponta indivíduos, mas expõe uma estrutura. A peça fala do preço emocional que se paga para sobreviver dentro de uma norma”, comenta o diretor.

A trilha original e direção musical são de Federico Puppi, cuja composição atravessa o espetáculo como uma camada emocional contínua, ampliando tensões, silêncios e estados internos da narrativa.

Ficha técnica:

Dramaturgia e performance: Bernardo Dugin

Direção: João Fonseca

Assistente de direção: André Celant

Cenário e figurino: Nello Marrese

Trilha original e direção musical: Federico Puppi

Direção de movimento: Vanessa Garcia

Iluminação: Daniela Sanchez

Identidade visual: Loomi House

Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda

Fotografia: Nil Caniné

Produção: O Delirante Produções

Assistente de produção: Azul Scorzelli

  SERVIÇO Espetáculo: “Hétero Sigilo”
Temporada: 7 a 29 de novembro de 2026
Dias e horários: Sábados, às 21h | Domingos, às 19h
Local: Teatro das Artes (Rua Marquês de São Vicente, 52 – 2º Piso – Shopping da Gávea)
Duração: 75 minutos | Classificação: 16 anos
alores: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)

DC Studios terá reboot de Constantine com diretor de Evil Dead

A DC Studios encabeçada por James Gunn e Peter...

Ana Clara Pequeno lança obra de estreia sobre Wilhelm Reich com eventos no Rio e em São Paulo

Em 'Mecanismos Invisíveis de Controle Social', a pesquisadora Ana...

José Manuel Ballester apresenta “Maravilha” na Unibes Cultural

Com curadoria de Luiz Armando Bagolin e Flávio Cohn, exposição reúne fotografias da arquitetura e da paisagem brasileiras realizadas desde 2007

Chef italiano é demitido após se recusar a colocar abacaxi na pizza

Um chef italiano foi demitido de um restaurante em...

Cristiano Mascaro apresenta fotografias de cidades brasileiras e estrangeiras na Biblioteca Brasiliana

Cidades brasileiras e estrangeiras se encontram em Exit non exit, exposição de Cristiano Mascaro na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na USP. Com curadoria de Luiz Armando Bagolin, a mostra reúne 40 fotografias em preto e branco que investigam a arquitetura e os modos de ocupar os espaços. A visitação é gratuita, até 16 de dezembro, com apoio cultural da DAN Galeria