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Movie Tunes: Os Piratas do Rock

Os anos 60/70 sempre foram muito bem utilizados por cineastas e editores de som por anos e anos. Clássicos do cinema desta época e de épocas posteriores se aproveitaram magnanimante de músicas e estilos criados nesta época.

Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked) vem homenagear o estilo rebelde que foi surgindo nesta época contando uma história de uma rádio pirata que, literalmente fica em um navio ancorado fora do mar territorial da Inglaterra e se aproveita do momento para transmitir pop rock por 24hs seguidas com figuras bastante caricatas, mas baseadas em alguns dos DJs mais famosos de sua época.

Para começar, a abertura que explica exatamente o que era a época e como a juventude inglesa fugia das regras para poder ouvir pop rock de verdade.

Phillip Seymour Hoffman e The Kinks começando com tudo. Filmão. A partir daí começa a narrativa das histórias de cada um daqueles que vive no barco, mostrando suas personalidades e vidas.

Para se ter uma idéia, a BBC passava 45 minutos diários de música pop nesta época e o público ansiava por cada vez mais músicas. Ainda assim, o governo inglês não aceitava as rádios piratas nos navios e muito se tentou para extinguir as mesmas.

Adianto que, apesar do filme se passar em 1966, algumas das músicas escolhidas são de alguns anos adiante e foram selecionadas para retratar a época e o sentimento – não a exatidão cronológica. A trilha também é um tanto quanto eclética, saindo da mesmice de filmes da época, como é o caso da cena abaixo:

Martha and the Vandellas com “Dancing in the Street” rolando ao fundo para comemorar a perda da virgindade do jovem Carl (Tom Sturridge) que, se não pudermos chamar de protagonista, é o ponto central do filme ao redor do qual os demais personagens orbitam.

O mais divertido do filme é que, por se tratar de uma história que se passa em uma rádio, praticamente não ficamos sem trilha rolando ao fundo das cenas, o que por si só já é ótimo. Ainda assim, os momentos especiais surgem e com eles, a trilha ganha força e se impõe. As músicas dão todo o tom que o ótimo elenco do filme precisa para mostrar o momento histórico da expansão crescente do verdadeiro Rock’n Roll.

Não acho interessante, desta vez ficar enchendo o artigo de vídeos do youtube com a trilha do filme. Ao invés disso, que tal pegar a lista completa da trilha sonora e se dar o devido respeito de ouvir ela inteirinha para aprender o que era pop rock de verdade.

Antes de ir, vou deixar a vocês, minhas apaixonadas e apaixonados amantes do rock, com uma cena com o fantástico Rhys Ifans explicando o sentido da vida. Recomendo aumentar o volume no máximo em 1:52 e começar a ser feliz.

Ah, se tudo nessa vida fosse simples como o ligar de uma jukebox ao som dos Rolling Stones e ter todos os problemas sendo resolvidos enquanto se dançacom uma bela guatemalteca.

Pela homenagem que o filme faz a toda uma geração e pela deliciosa história com uma trilha sonora memorável, esse filme merece ser visto e revisto quantas vezes puder.

Na semana que vem, uma homenagem a James Bond.

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Publicado por J.R. Dib

GamerCinéfiloMusicólogo

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