Aggelos, de 2018, nunca escondeu a paixão por Wonder Boy, e a continuação segue a mesma trilha. Aggelos 2 é do desenvolvedor Wonderboy Bobi, publicado pela PQube em parceria com a PixelHeart, e saiu em 27 de agosto de 2026 no Switch e nos outros consoles, com versão física no Switch e no PS5.
A mudança mais visível é a troca do visual 8-bit do primeiro por uma pixel art de 16 bits, num mundo bem maior. Você é um Aggelos, o posto mais alto entre os anjos, e alterna na hora entre a forma de anjo, mais cadenciada, e a de demônio, mais rápida e agressiva, além de pular entre dois reinos sobrepostos por portais. São 13 chefes grandes pelo caminho.
Esse é difícil de diagnosticar, porque traz quase tudo que todos já trouxeram, mas com mais originalidade, por assim dizer. Os ataques, as animações e o visual em geral são até que criativos, e inusitados em algumas partes. Mas ainda tem as plataformas, os bichinhos e a lore de sempre. Sei que é metroidvania e isso faz parte do pacote, não tô tentando diminuir. Mas caímos de novo na mesma cilada do tempo: ficou a sensação de que faltou tempo de forno pra lapidar o conjunto.
A recepção foi boa no geral, com média 78 no Metacritic para a versão de Switch. O brasileiro Universo Nintendo foi o mais empolgado, com 90, e viu uma sequência que entendeu a essência de Wonder Boy e a modernizou. O Nindie Spotlight deu 82. Na outra ponta, o Cubed3 deu 6 e reclamou do mapa pouco intuitivo e da falta de facilidades pra navegar. Já o Tech-Gaming achou que falta ao jogo uma identidade mais marcante, ainda que a exploração e a progressão compensem.
Aggelos 2 é pra quem curte metroidvania retrô e não se incomoda com a fórmula conhecida. Custa 19,99 euros na eShop europeia.




















