Não dá pra falar de Realm of Ink sem lembrar de Hades. Mas nesse estilo Hades não está sozinho: por aqui já passaram Yasha: Legends of the Demon Blade e Starward Rogue, cada um do seu jeito. Pra mim, a ação frenética misturada com roguelite já virou um clássico. O estilo ganhou força com o poder de processamento moderno e rende runs inimagináveis, sem contar o fator replay.
Realm of Ink foi desenvolvido pelo Leap Studio, em parceria com o Maple Leaf Studio, e publicado pela 4Divinity, de Singapura. Passou pelo acesso antecipado no PC em setembro de 2024 e chegou completo ao Switch, PlayStation, Xbox e PC em 26 de maio de 2026. Você controla Red, uma espadachim que persegue uma raposa demoníaca num mundo pintado a nanquim, inspirado no folclore chinês. No caminho, ela descobre que o próprio destino já está escrito num livro.
E conteúdo não falta. São nove formas de combate, mais de 40 gemas de tinta pra montar combos e mais de 200 melhorias pra desbloquear. Mas o diferencial, pra mim, é o pet: um bichinho que evolui, ataca junto e faz parte direta da progressão, quase um pokémon de nanquim. São mais de 15 formas de evolução.
A recepção foi boa no geral. O PS4Blog deu 8 à versão de Switch: elogiou a profundidade da progressão e apontou quedas de frame quando a tela enche. O Game Slush Pile deu 7 e recomendou, apesar de alguns chefes que se arrastam. Já o Pure Nintendo deu 6: gostou da variedade e da arte, mas sentiu falta de impacto nos golpes e encontrou erros no texto.
Realm of Ink é pra quem curte roguelite de ação e gosta de passar horas testando build. Esse é bom, recomendo fortemente. Custa US$ 24,99 na eShop americana.












