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“Se Joga, Charlie” funciona graças ao carisma de Idris Elba

Despretensiosa, a sitcom se baseia numa paixão de Idris Elba, que está muito confortável em cena

A Netflix estreia, em média, uma temporada de série por semana, entre séries novas e antigas. Por isso, é comum que boas séries passem despercebidas no catálogo com milhares de opções – como a maravilhosa One Day at a Time – e outras dependam do bom e velho star power para que sejam vistas. Se Joga, Charlie entra na segunda categoria: se não fosse a presença de Idris Elba como protagonista, com certeza eu e muitos outros espectadores teríamos passado batido pela série. E foi por ele que, apesar dos defeitos, continuei a série até o final.

Charlie Ayo (Idris Elba) é um DJ de origem nigeriana que vive com sua tia Lydia (Jocelyn Jee Esien) em Londres. Charlie teve um único grande sucesso há vinte anos, e depois desperdiçou todo o dinheiro que ganhou com drogas, mulheres e más escolhas profissionais. Agora, ele quer dar a volta por cima – embora diga para seus pais, que moram em outro país, que ainda é um DJ bem sucedido, dono de sua própria gravadora, e namorado da bela Alicia (Ashley Bannerman) que, na verdade, já o largou e está noiva de outro homem.

A grande oportunidade para voltar ao TOP 10 da música eletrônica parece bater à porta de Charlie quando seu melhor amigo David (JJ Feild) volta de Los Angeles. David é ator em crise, sua esposa, Sara Caine (Piper Perabo) é uma DJ famosa e a filha deles, Gabrielle (Frankie Hervey), é uma garota de 11 anos que precisa de um choque de realidade – que é o que seus pais buscam na capital britânica. Charlie pensa que, se reaproximando de David, poderá ter a chance de colaborar com Sara, mas antes disso ele terá de servir de babá para Gabrielle.

Crianças têm relativamente poucas opções de desenvolvimento como personagens de ficção, em geral caindo em estereótipos. Gabrielle faz o tipo pestinha, mimada, que sempre teve tudo que quis e que não sabe ouvir não – e que também é mais esperta que o esperado para sua idade. Charlie, com sua sabedoria que não é ensinada em nenhum livro, mas sim no dia a dia, precisa colocar rédeas em Gabrielle. Felizmente, a menina não se mostra mimada o tempo todo, amadurecendo bem rápido e desenvolvendo uma dinâmica com Charlie que é doce e divertida de se ver.

Idris Elba é também criador e produtor executivo de Se Joga, Charlie. A grande paixão do ator é a música, e em muitas oportunidades ele fez as vezes de DJ – como no casamento do príncipe Harry com Meghan Markle e no festival Coachella. Na série, Idris mostra sua versatilidade como ator cômico, sem necessidade de ser exagerado.

As paisagens são fantásticas. A série teve gravações em Londres e em Ibiza, onde estão algumas das melhores boates do mundo. Por isso, temos a oportunidade de passar por muitos ambientes em apenas oito episódios, de galerias urbanas e suburbanas até praias e parques, e até um festival muito parecido com qualquer um da vida real.

Despretensiosa e gostosinha de assistir para passar o tempo, Se Joga, Charlie já tem uma segunda temporada confirmada. E, por favor, Netflix, que esta temporada tenha mais da ótima e sub-aproveitada tia Lydia.

“Se Joga, Charlie” funciona graças ao carisma de Idris Elba
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Publicado por Letícia Magalhães

Letícia Magalhães é estudante universitária e tem três livros publicados. Desde cedo mostrou interesse pela escrita. Atualmente mantém o blog Crítica Retrô, sobre cinema clássico, e escreve para os sites Filmes e Games e co-edita a publicação multilíngue Cine Suffragette..