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Song of Horror sussurra Lovecraft em jogo com bons sustos

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Terror feito na Espanha.

Com esta chamada, iremos iniciar a análise desse jogo, o Song of horror, um jogo para PC, mas que também será lançado no PlayStation e no Xbox. Um jogo indie que demonstra o bom trabalho de um estúdio independente com sede na Espanha, o Protocol games. E é que em cinco anos, um grupo de três pessoas tem lutado para que este título seja lançado para mostrar boas histórias de terror.

Uma experiência de terror verdadeiramente dinâmica: seu antagonista, a entidade sobrenatural conhecida apenas como A Presença, é controlada por uma IA avançada (Inteligência Artificial) que reage às suas ações e decisões.

O título nos apresenta Daniel, funcionário de uma editora que foi enviado à casa de um famoso autor para receber seu último manuscrito, sem ter notícias dele há vários dias. Seguindo a ordem, acaba desaparecendo em circunstâncias estranhas. Neste momento começaremos a verdadeira aventura.

Análise

Song of horror nos dá a opção de escolher entre vários personagens, dentro de cada capítulo do jogo, cada um com diferentes qualidades que nos permitirão caminhar por cada um dos cinco capítulos do jogo. Se durante a aventura perdermos algum deles personagens, desaparecerão permanentemente, tendo que reiniciar o capítulo em caso de perder todos.

Começando a jogar, iremos aparecer com a personagem que escolhemos numa vista que combina a câmara fixa, evocando títulos como Alone in the dark ou Resident Evil, com alguns momentos em que teremos uma camera tracking, nos envolvendo numa atmosfera angustiante.

A mecânica baseia-se em explorar o local onde estamos a cada capítulo, em busca de pistas , objetos e quebra-cabeças, a fim de desvendar o mistério da caixa de música .

Cada um dos personagens terá uma fonte inesgotável de luz , a fim de focar nas áreas mais escuras. Assim teremos lanterna, vela ou isqueiro, dependendo do personagem, para nos movermos no escuro.

Explorar, sofrer, correr …


Desde o primeiro momento somos absorvidos pelo ambiente, sombrio, escuro, com sons estranhos e um ambiente musical que nos fará participar de uma experiência aterrorizante a cada passo que dermos. Assim, adquiriremos objetos que podemos combinar uns com os outros para um propósito específico, enquanto resolvemos diversos puzzles e obtemos cartas e outras anotações que nos ajudarão a encaixar as peças na engrenagem da história.

Haverá momentos em que devemos decidir se vamos abrir uma porta ou nos aproximarmos primeiro e ouvir o que está do outro lado, pois podemos ter uma surpresa desagradável se não tivermos cuidado. Além disso, e graças a uma IA imprevisível, os sustos e momentos de perigo não serão os mesmos de um para outro, podendo arrancar um susto ou ter que correr para se esconder em um armário ou embaixo de uma mesa para que “ a presença ” não acabe com a nossa vida.

Quando nos escondemos em algum lugar para salvar nossas vidas, um marcador coração vai aparecer com suas pulsações, tendo que bater o ritmo para nos acalmar e não perder os nervos, senão seremos pego pelas sombras.

Decida bem ou morra …

Em alguma ocasião encontraremos situações em que seremos questionados se queremos examinar um objeto ou acessar uma área, nossa decisão pode dar bons ou maus resultados, por isso devemos decidir com sabedoria. E ao contrário de outros jogos, aqui não vamos lutar contra inimigos, sendo parte de algo paranormal. Nossa missão se baseará em explorar e obter os objetos e pistas necessárias para continuar avançando em nossa aventura, levando em consideração todos os perigos que encontraremos.

Gráficos, jogabilidade e som.

Os gráficos mostram cada um dos cenários com grande qualidade, com detalhes que alcançam um bom realismo. Os personagens são desenvolvidos em uma boa qualidade, com um único senão de seus rostos, são meio artificiais, mas cumprem sua missão.

A jogabilidade é suave. A princípio a mudança de câmera pode ser um pouco tonta enquanto nos movemos, ao caminhar por exemplo apontando para cima e de repente vendo de outra perspectiva que devemos apontar para baixo, embora se deixarmos o botão de direção durante a mudança, nosso personagem continuará caminhando, tornando a transição mais fácil para nós.

Um dos aspectos mais marcantes neste tipo de jogo é baseado no som, e aqui o jogo é 100% compatível, com melodias e mudanças em momentos de tensão, efeitos sonoros que arrepiam a pele e outros, bastante realista, dando-nos uma experiência incrível.

Conclusão.

Com o trailer e as imagens podemos ter uma ideia de como é o jogo  Não aprofundaremos mais, para que a experiência seja sentida por cada jogador. Um indie espanhol que nos apresenta uma grande e aterrorizante aventura.

Nota: Ótimo – 3.5 de 5 estrelas

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