Quando alguém da produção precisa rebater alguma crítica, geralmente é tarde demais, amplificando ainda mais o efeito negativo. O filme “Back to Black”, uma cinebiografia da cantora britânica Amy Winehouse dirigido por Sam Taylor-Johnson (conhecida por “Cinquenta Tons de Cinza”), é o mais recente exemplo, recebendo críticas da imprensa e público sobre a abordagem adotada para retratar a vida e as pessoas envolvidas na história de Amy.
Respondendo críticas que o filme adociou a realidade, a diretora Sam Taylor-Johnson respondeu que para ela a melhor maneira de honrar a memória de Amy Winehouse era contar sua história a partir da perspectiva da própria artista, em vez de focar no que o resto do mundo dizia sobre ela. A diretora e o roteirista Matt Greenhalgh basearam-se em diários, músicas e escritos deixados pela cantora, “indo além da tragédia de uma carreira marcada por excessos e superexposição nos tabloides”.
A atriz britânica Marisa Abela interpreta Amy Winehouse no filme e também apoia essa abordagem. Ela destaca que o legado da cantora é de autenticidade e plenitude de coração, e que Amy incorporava seus sentimentos de forma genuína.
O que chama atenção no filme é tanto o pai, Mitch Winehouse, quanto o ex-marido, Blake Fielder-Civil, figuras que tiveram relações muito problemáticas com Amy são caracterizados de forma mais positiva. “Nós decidimos que algumas coisas deveriam ser diferentes, e não apenas um reflexo do que já conhecemos”, disse a diretora Sam Taylor-Johnson à Variety. “O filme é sob a perspectiva de Amy”.
“Back to Black”, filme que conta a história de Amy Winehouse, chegou hoje aos cinemas do Brasil.









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