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Festival do Rio: “Região Selvagem” explora os diversos gêneros do humano quanto à sexualidade que o define

Região Selvagem é um filme de orientação. Tanto no sentido sexual quanto nos outros que aborda. Até sua estética tangenciando a ficção cientifica e o terror parecem buscar definições dentro de algum contexto. Orientar é exatamente isso, buscas ideias, novos conceitos para sair de algum norteio; de algum ponto fixo.

Trata-se de um filme de gênero nos dois pressupostos da palavra. Sair da cultura onde se foi educado. Sair dos estereótipos que lhe toldaram a visão durante toda vida. Por isso ele redefine a própria questão de gênero cinematográfico com uma linhagem mestiça, uma hibridização de formas de contar uma história.

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O catalão Amat Escalante, diretor do filme, foca em uma família. E quando aparece uma mulher, Veronica, de sexualidade aparentemente fluída, ela indica em primeiro lugar a Fabian, um jovem enfermeiro que trabalha em hospital. E que é irmão da mulher membro desta família citada anteriormente. Veronica conhece uma cabana dentro de uma floresta onde fica um casal, uma espécie de mentores de algo inominável. Lá os limites do corpo se dissolvem numa espécie de libertação do controle e da razão, das travas emocionais.

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A cabana funciona como um tipo de Éden perdido dentro de uma parte da cidade. Ali os padrões de comportamentos são dissolvidos por embates do Eros e do tesão por algo imperativamente pulsante. Todos que chegam à cabana se transformam em outra coisa, talvez as vestimentas sociais caem e o ser que ali está se veja totalmente despido, nu, com seu próprio desejo sem convenções sociais. A direção extremamente envolvente do ponto de vista sensorial, faz do expectador um simpatizante ou não do gênero que ali está se narrando.

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