A principal celebração do audiovisual brasileiro dividiu o troféu máximo de ficção entre a força de Kleber Mendonça Filho e Marianna Brennand, consagrou a cinebiografia de Ney Matogrosso nas categorias técnicas e premiou destaques da TV e do documentário
A edição 2026 do Prêmio Grande Otelo celebrou a diversidade e a força do cinema brasileiro com um resultado marcante na categoria principal: O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, e Manas, comandado por Marianna Brennand, dividiram o troféu de Melhor Longa-Metragem de Ficção.
O pernambucano O Agente Secreto, que chegou à premiação respaldado por quatro indicações ao Oscar, reafirmou seu apuro técnico e visual ao vencer nas categorias de Direção de Arte, Efeitos Visuais e Direção de Fotografia. Por sua vez, Manas despontou como um dos grandes triunfos autorais da noite, garantindo prêmios de peso como Melhor Direção para Marianna Brennand, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante para Dira Paes.
A força de ‘Homem com H’ e os destaques de atuação

Apesar da divisão no topo da categoria de ficção, o longa mais premiado em número absoluto de estatuetas foi Homem com H. A cinebiografia que mergulha na trajetória de Ney Matogrosso conquistou seis troféus no total. Além de levar a escolha do público como Melhor Filme pelo Júri Popular, a produção dominou as categorias de acabamento artístico e técnico — Trilha Sonora, Figurino, Maquiagem e Som —, além de consagrar Jesuíta Barbosa com o prêmio de Melhor Ator de Longa-Metragem por sua interpretação do cantor.
Nas demais categorias de atuação em cinema, o drama O Último Azul teve forte presença ao garantir dois prêmios centrais: Denise Weinberg levou o troféu de Melhor Atriz por sua atuação como Teresa, enquanto Rodrigo Santoro foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante.
A noite também abriu espaço para novos olhares no cinema nacional: Rafaela Camelo venceu como Melhor Primeira Direção pelo filme A Natureza das Coisas Invisíveis, enquanto a comédia Velhos Bandidos, de Claudio Torres, ficou com o prêmio de Melhor Longa de Comédia.
Documentários, TV e Streaming
No campo do cinema não-ficcional, o impactante Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, confirmou seu favoritismo ao vencer como Melhor Longa-Metragem Documentário, acumulando também o prêmio de Melhor Montagem em Documentário.
A premiação também reconheceu a excelência da produção seriada para televisão e streaming:
- Melhor Série de Ficção: Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (1ª Temporada)
- Melhor Ator em Série de Ficção: Johnny Massaro, por Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
- Melhor Atriz em Série de Ficção: Alice Carvalho, por sua atuação em Cangaço Novo
- Melhor Série de Documentário: Caçador de Marajás
- Melhor Série de Animação: Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma (3ª Temporada)
Em animação para o cinema, Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul foi eleito o Melhor Longa-Metragem, enquanto O Diário de Pilar na Amazônia sagrou-se o Melhor Longa Infantil. Na categoria Ibero-Americana, os prêmios foram divididos entre o argentino Belén, de Dolores Fonzi, e o português O Riso e a Faca, de Pedro Pinho.
Veja a lista completa de vencedores abaixo:
MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO
MANAS, de Marianna Brennand. Produção: Carolina Benevides e Marianna Brennand por Inquietude; Beto Gauss e Francesco Civita por Pródigo
O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho. Produção: Emilie Lesclaux por Cinemascópio Produções Cinematográficas
MELHOR DIREÇÃO
MARIANNA BRENNAND por Manas
MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
RAFAELA CAMELO por A Natureza das Coisas Invisíveis
MELHOR ATOR DE LONGA-METRAGEM
JESUÍTA BARBOSA como Ney Matogrosso por Homem com H
MELHOR ATRIZ DE LONGA-METRAGEM
DENISE WEINBERG como Teresa por O Último Azul
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
DIRA PAES como Aretha por Manas
MELHOR ATOR COADJUVANTE
RODRIGO SANTORO como Cadu por O Último Azul
MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA
VELHOS BANDIDOS, de Claudio Torres. Produção: Claudio Torres, Renata Brandão e Juliana Capelini por Conspiração
MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO
BELÉN (Argentina) – Direção: Dolores Fonzi. Indicação: Academia de las Artes y Ciencias Cinematográficas de la Argentina
O RISO E A FACA (Portugal) – Direção: Pedro Pinho. Indicação: Academia Portuguesa de Cinema
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
FELIPE SHOLL, MARCELO GRABOWSKY, MARIANNA BRENNAND, CAROLINA BENEVIDES, ANTONIA PELLEGRINO e CAMILA AGUSTINI por Manas
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
DANIEL REZENDE por O Filho de Mil Homens – adaptado da obra “O Filho de Mil Homens”, de Valter Hugo Mãe
MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
O DIÁRIO DE PILAR NA AMAZÔNIA, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Produção: Juliana Capelini e Renata Brandão por Conspiração
MELHOR ATOR SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA OU STREAMING
JOHNNY MASSARO como Fernando por Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente
MELHOR ATRIZ SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA OU STREAMING
ALICE CARVALHO como Dinorah por Cangaço Novo
MELHOR SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA OU STREAMING
MÁSCARAS DE OXIGÊNIO NÃO CAIRÃO AUTOMATICAMENTE – 1ª TEMPORADA – Produção: Morena Filmes – Thiago Pimentel, Mariza Leão e Tiago Rezende
MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO
AMARELA, direção: André Hayato Saito
MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO
TAINÁ E OS GUARDIÕES DA AMAZÔNIA – EM BUSCA DA FLECHA AZUL, de Alê Camargo e Jordan Nugem. Produção: Virginia Limberger por Sincrocine Produções
MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO PARA TV ABERTA OU STREAMING
OSMAR, A PRIMEIRA FATIA DO PÃO DE FORMA – 3ª TEMPORADA – Produção: 44 Toons – Ale McHaddo, Guilherme Machado de Sá e Rafael Reinoso
MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO
A TRAGÉDIA DO LOBO GUARÁ, direção: Kimberly Palermo
MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
APOCALIPSE NOS TRÓPICOS, de Petra Costa. Produção: Petra Costa por Busca Vida Filmes
MELHOR MONTAGEM DOCUMENTÁRIO
DAVID BARKER, TINA BAZ, NELS BANGERTER, JORDANA BERG, VICTOR MIACIRO e EDUARDO GRIPA por Apocalipse nos Trópicos
MELHOR SÉRIE DE DOCUMENTÁRIO PARA TV ABERTA OU STREAMING
CAÇADOR DE MARAJÁS – 1ª TEMPORADA – Produção: Boutique Filmes – Gustavo Mello e Waking Up Films – Marcelo Campanér – Charly Braun
MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
SEBASTIANA, direção: Pedro de Alencar
MELHOR FILME PELO JÚRI POPULAR
HOMEM COM H, de Esmir Filho. Produção: Marcio Fraccaroli, Andre Fraccaroli e Veronica Stumpf por Paris Entretenimento
MELHOR MONTAGEM DE FICÇÃO
ISABELA MONTEIRO DE CASTRO por Manas
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
EVGENIA ALEXANDROVA por O Agente Secreto
MELHOR EFEITO VISUAL
ALEXANDRE BOIRON, LUUK MEIJER e DAVID VAN HEESWIJK por O Agente Secreto
MELHOR SOM
ANA LUIZA PENNA, MARTÍN GRIGNASCHI e ARMANDO TORRES JR, ABC, por Homem com H
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
THALES JUNQUEIRA por O Agente Secreto
MELHOR MAQUIAGEM
MARTÍN MACÍAS TRUJILLO por Homem com H
MELHOR FIGURINO
GABRIELLA MARRA por Homem com H
MELHOR TRILHA SONORA
GUILHERME AMABIS, MARIANA AMABIS e RICA AMABIS por Homem com H








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