Fiel e polêmico, o novo longa-metragem de Zack Snyder tem gerado bastante desconforto para quem esperava uma experiência tão completa quanto a obra original, escrita por Alan Moore em 1986. Mas quais são os pontos positivos de tudo isso?
Todo mundo sabe que Watchmen é um desses quadrinhos que sempre deixa uma marca na memória de quem lê. É, na verdade, um dos poucos quadrinhos que toda vez que você ler de novo encontrará algo que não tinha visto antes ou que ainda não tinha repertório para entender.
No entanto, para uma super-adaptação hollywoodiana, o filme do visionário diretor de 300 traduz bastante a essência das HQs. Um feito, no mínimo, admirável – Não falo isso pelas impressões iniciais mais rasas, mas pelo fato de ser claramente a primeira adaptação feita para os fãs de histórias em quadrinho.
Ainda que a alteração do desfeche original e ausência de algumas narrativas paralelas façam relativa falta para este mesmo tipo de fã, o resultado final da produção acaba sendo louvável. Principalmente por se tratar de uma história muitas vezes taxada como inadaptável.
“Watchmen: O Filme” segue à risca o mesmo ritmo narrativo da revista em quadrinhos, incluindo suas curiosas referências de trilha sonora (Bob Dylan, Jimi Hendrix e Nat King Cole). Além disso, a possibilidade de ver os cenários e os figurinos desenhados por Dave Gibbons ganhando vida e movimento já garantem sua ida ao cinema.
Em suma, Watchmen se mantém como um épico. Arriscaria a dizer que até o caráter de divisor de águas no universo dos super-heróis foi respeitado, ao menos, no que diz respeito as futuras adaptações de justiceiros fantasiados para as telas de cinema.
Confira o video da abertura de “Watchmen: O Filme” clicando aqui.









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