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"WiFi Ralph" fica aquém de seu argumento

A configuração das tramas da Disney e da Pixar têm uma distinção claramente estabelecida. Enquanto a primeira trata do “era uma vez” a segunda aposta no “imagine se…”. O estúdio de Walt Disney apresenta contos tradicionais, com heroínas e vilões convencionais, enquanto a turma de John Lassester envereda pela desconstrução, pelo improvável, mas ainda assim garantindo uma fofura dos personagens que não comprometa a venda de brinquedos.
Quando a Disney investiu em seu estúdio de animação CGI, pois o contrato de distribuição e merchandising que possuía com o estúdio de “Toy Story” findara, ficou evidente a tentativa de se aproximar do que fora estabelecido pela parceira.
Hoje, a Pixar está devidamente integrada ao reino da Disney (a compra foi o primeiro passo do processo devorador de estúdios da cada do rato) mas a cartilha da inovação foi mantida, alternando com o “era uma vez”. Daí vieram títulos com Detona Ralph e Zootopia – Essa Cidade é o Bicho. No entanto, falta a esses exemplares aquele tempero da caçula que faz toda a diferença.
“WiFi Ralph: Quebrando a Internet” (Ralph Breaks The Internet, EUA/2018) é um perfeito exemplo de que a fórmula Pixar é difícil de ser reproduzida na nave mãe.
A continuação do filme de 2013 se passa seis anos depois de Ralph (John C Reiley) salvar o arcade da vingança do Turbo. A máquina de fliperama Sugar Rush, jogo em que Vanellope (Sarah Silverman) atua, quebrou, forçando Ralph a viajar pela Internet com sua amiguinha através do recém-instalado roteador Wi-Fi no Litwak’s Arcade para recuperar a peça capaz de salvar o jogo.

"WiFi Ralph" fica aquém de seu argumento | Críticas | Revista Ambrosia
Assim como o antecessor, esse aqui – também assinado pela dupla Phil Johnston e Rich Moore – tem um desenvolvimento aquém de seu criativo argumento.
“WiFi Ralph” tem seus melhores momentos na primeira metade, em que a força reside sobretudo nas piadas com o mundo online (a do spam é ótima). Todavia, é pouco para sustentar um filme rebocado desnecessariamente por 1 hora e 52 minutos. A uma certa altura, até a laracha com a própria Disney, envolvendo Star Wars, Marvel e as Princesas das animações clássicas e recentes (com as vozes das dubladoras originais na versão em inglês), fica empalidecida.
A novidade no elenco é a piloto de corridas perigosas Shank, dublada pela Mulher Maravilha Gal Gadot e tem os traços e tipo físico da atriz. A personagem estabelece um conflito frouxo, que não se justifica muito. A Yesss de Taraj P. Henson também não vai muito além de uma boa sacada.
"WiFi Ralph" fica aquém de seu argumento | Críticas | Revista Ambrosia
Por fim, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” reforça tanto a fragilidade de progressão narrativa dos produtos Disney de viés mais próximo da filial Pixar quanto a tradição de continuações de animações apresentarem uma aguda queda de qualidade em relação à original.
Se “Detona Ralph” também era um filme irregular, os bons momentos eram mais exitosos do que no novo longa. Talvez seja o caso de a Disney se voltar mesmo para os contos de fada e deixar s argumentos mais inventivos para quem realmente sabe desenvolvê-los.
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Publicação Cesar Monteiro