ColunasGames

Bitscópio: Double Dragon

Isso sim é um clássico! O melhor dos Beat’n Up!! O primeiro e único (ok, teve continuações) DOUBLE DRAGON! Criado pela Technos Japan Corporation e lançado nos fliperamas em 1987, sendo posteriormente lançado em uma renca de consoles da Sega e da Nintendo.

Para quem é das antigas e se lembra dos clássicos da Taito, o nome Renegade vai soar meio que conhecido. A Technos Japan Corporation criou ambos os jogos, só que Double Dragon veio a ser mais famoso que Renegade pela possibilidade de utilizar dois jogadores e de poder tirar as armas dos inimigos para poder usar contra eles.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=xb9P0YTeq5Y[/youtube]

Como já é de praxe nos jogos daquela época, a história se passa em um futuro pós apocalíptico, em que gangues de rua dominam a cidade e uma delas sequestra Marian, a namorada de Billy Lee. Junto de seu irmão Jimmy Lee, eles começam a caçada aos sequestradores de Marian, que a devolverão em troca do segredo do estilo de arte marcial dos irmãos, o Sosetsuken (que é uma variante do Jeet Kune Do, criado por Bruce Lee). O nome da gangue que sequestra Marian é Black Warriors.

Eu faço um aparte rapidamente aqui, para falar um pouco de história e como tudo se intercala. Em 1979, havia saído um filme nos EUA chamado “The Warriors” (no Brasil: “Os Selvagens da Noite”) que conta a história de um futuro não muito distante em que gangues de rua se digladiam com a polícia de NY e uma delas é acusada de matar o líder de outra, desencadeando uma perseguição pelas ruas da cidade.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=mXPiIuKBiVA[/youtube]

Não há qualquer menção a um sequestro de namorada, mas as brigas e estilo de roupa dos personagens remetem e muito a este filme e a outro clássico dos anos 80: “O Último Dragão” (1985). Há inclusive um dos chefes em outros jogos da franquia que são a cara do Sho-Nuff.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=tp76RFuPusI[/youtube]

E como naquela época as empresas japonesas tentavam buscar no mercado americano um novo nicho para a venda de produtos, nada melhor que criar um jogo de luta marcial, com muitos inimigos para serem massacrados, grandes chefões de fase e visual totalmente ocidentalizado. Foi um dos maiores sucessos de todos os tempos nos fliperamas e quando chegou aos consoles caseiros, esgotou toda sua tiragem em menos de 2 semanas, um recorde para a época.

O jogo recebeu mais um monte de continuações e relançamentos conforme evoluiam os consoles, sendo a última lançada para o console brasileiro Zeebo, usando apenas o nome e criando gráficos muito melhorados e novos movimentos aos personagens.

Por fim, uma das coisas mais marcantes do jogo era seu final. Quando zerado com apenas um jogador, Marian aparecia e lhe dava um beijo de vitória, mas, se fosse terminado usando ambos, ao final, eles teriam de lutar um contra o outro pelo amor de Marian, que apesar de ser namorada de Billy, poderia acabar nos agrados de Jimmy se este derrotasse seu irmão. Muito volúvel essa Marian.

O jogo ainda pode ser baixado em sua versão arcade original pela rede da XBox Live ou PS Store. Para quem é fã, é obrigatório de se ter e sempre um prazer voltar e jogar aquelas quatro fases clássicas.

Deixe um comentário

Sugeridos
Winged crédito Druzina Content (4)
AgendaGames

‘Winged’ fica gratuito para Android e iOS por tempo limitado

“Winged” é um jogo de plataforma que combina ação, aventura e literatura...

The Holy Gosh Darn
CríticasGames

The Holy Gosh Darn: o roteiro salva o céu

Confesso que não me motivo muito com jogos sem muita mecânica de...

Voidwrought
CríticasGames

Voidwrought: faz o óbvio melhor que todo mundo

Às vezes basta fazer o óbvio melhor do que todo mundo, e...

The Royal Writ
CríticasGames

The Royal Writ: bonito, polido e cheio de regra

Deckbuilder roguelike virou quase um gênero de prateleira própria depois de Slay...

The Stairwell
CríticasGames

The Stairwell: sustos gratuitos na escadaria infinita

Os jogos de “loop de anomalias” no estilo The Exit 8 viraram...

R Type Dimensions III
CríticasGames

R-Type Dimensions III: renomado, bonito em pixel art ou não

Tem franquia que dispensa apresentação, e R-Type é uma delas. R-Type Dimensions...

Realm of Ink
CríticasGames

Realm of Ink: Em nanquim com um pet pra chamar de seu

Não dá pra falar de Realm of Ink sem lembrar de Hades....

Desert Race Adventures
CríticasGames

Desert Race Adventures: bonito de ver, morno de jogar

Desert Race Adventures é daqueles jogos de corrida em que quase não...

Wlrh6mo1wusom35bnnq3
CríticasGames

Blades & Battles: o Brasil sabe distribuir porrada

Tenho uma teoria: o Brasil é uma das maiores potências dos games,...

45501d63edccb559a903d7ed697a4b4dbee5ac0ab90ac362e243eab971cdfc54
CríticasGames

Heroes of Mount Dragon: competente, mas o repertório de golpes deixa a desejar

Beat ‘em up de rolagem lateral nunca sai de moda, e Heroes...

E304db077bc8cea27c3cf049d36c193f6f87d6889219811637db5a877d2dc0d3
CríticasGames

NetherWorld: humor ácido, mas a água-viva anda devagar demais

Nem todo jogo indie quer agradar todo mundo, e NetherWorld deixa isso...