
Depois de muitas revelações, trailers e especulações, a poeira abaixa e conseguimos extrair “algo mais” da E3, que não diz respeito à jogos, inovações na jogabilidade ou novos consoles. Ao menos, não diretamente. É com muita satisfação que publicamos aqui a declaração oficial da Sony sobre seus planos para América Latina, e isso meu caro, atinge diretamente o nosso país. O anúncio de que a linha PlayStation chegará ainda este ano no Brasil – incluindo os consoles PS2, PS3 e PSP – foi confirmada por Mark Stanley, diretor e gerente geral da Sony para a América Latina.
O objetivo da empresa é fazer com que o investimento no país diminua os impostos sobre videogames que chegam à preços absurdos por aqui. A Sony declarou que pretende fabricar o PS2 e jogos do mesmo no país, com o intuito de usufruir dos benefícios fiscais que a escolha oferece. Em entrevista à UOL Jogos, Stanley esclareceu algumas questões:
“UOL: Os preços dos jogos serão menores por serem fabricados no Brasil?
Mark: A pirataria é um problema global, mas parte da solução envolve educar o consumidor sobre os benefícios de adquirir o produto original. Porém, parte de nossa responsabilidade é tornar os games mais acessíveis.
Logo, tal qual estamos fazendo com o hardware, fabricar o software no Brasil diminuirá o preço final entre 20% e 30% em relação ao que é praticado atualmente. Este é o nosso objetivo.
UOL: O PlayStation 3 pode se dar bem no Brasil mesmo com os altos impostos?
Mark: Esta é a nossa maior preocupação. É muito difícil para nós entrar em um mercado onde a barreira é tão alta. Queremos diminuir essa barreira para dar aos consumidores maior acesso aos consoles – e não apenas aqueles que vendemos, pois estamos trabalhando junto com o Governo para diminuir as barreiras de entrada.
Os altos impostos apenas prejudicam o mercado, já que incentivam o mercado paralelo e ilegal, que traz os consoles de países como o Paraguai. Com uma carga tributária menor, todos ganhariam, do Governo ao consumidor.UOL: E sobre a PlayStation Network? Como funcionará no Brasil?
Mark: Ainda não temos uma data para o lançamento da PlayStation Network no Brasil e é provável que o console comece a ser vendido antes. Queremos lançar a PSN pouco tempo depois, mas ainda não temos uma data final.
O time por trás da PlayStation Network é uma equipe global, que trabalha com todas as regiões do mundo, então o processo é mais demorado.UOL: Imagine o mercado brasileiro de games dentro de cinco anos. O que você vê?
Mark: O Brasil tem todo o potencial para se tornar o principal mercado de games da América Latina. Nos próximos três anos pode igualar o México, atual primeiro colocado, e em cinco anos pode até mesmo ultrapassá-lo.
São 200 milhões de pessoas e o PlayStation é muito popular. Temos uma grande fatia do mercado mesmo sem estarmos atuando nele oficialmente. Não é um mercado no qual estamos acostumados a trabalhar, pois a estratégia é baixar preços. Mesmo assim, o potencial é claríssimo.”
É uma excelente notícia. A estratégia da empresa está fundamentada em um desejo de educar o povo brasileiro sobre as vantagens de se adquirir produtos originais. Será o fim da pirataria? Não. Mas que a ação da empresa japonesa só trará benefícios aos consumidores do país, enquanto à isso não há dúvidas. Para conferir a entrevista na íntegra clique aqui.








Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.