Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara é marca primeiro álbum ao vivo com coletivo Laboriosa

Ambrosia Música Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara é marca primeiro álbum ao vivo com coletivo Laboriosa

A poética das canções do cantor e compositor carioca Arthus Fochi se encontra com a musicalidade dos versos do coletivo Laboriosa, no Estúdio Barbatana em Niterói. O registro ao vivo de uma apresentação única ganha forma no álbum “Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara”, já disponível nos serviços de streaming através do selo Cantores del Mundo, e no vídeo para a faixa “Águas Pluviais”. O disco chega ainda acompanhado de “Êxodo Urbano” (2013), primeiro álbum de Fochi, gravado em Madri, disponível em formato físico e agora relançado digitalmente.

Ouça “Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara – Ao vivo no Barbatana”:

 

O tom colaborativo da noite tem sido uma constante no trabalho de Arthus. Após chamar atenção com seu disco mais recente, “Suvaco do Mundo”, ele atualmente se dedica ao projeto Ano Sabático, onde lança singles em parceria com artistas da cena carioca – como Ana Frango Elétrico, Júlia Vargas e Qinho – e sul-americana – como o venezuelano José Delgado. Algumas das canções lançadas em Ano Sabático são recriadas no registro do show – é o caso de “Escopa” e “Águas pluviais”, que ao vivo ganham a participação de Amina Nogueira no violoncelo e vocal.

Assista a “Águas Pluviais” ao vivo:

“Neste momento, este disco vem como um intermezzo entre projetos. Este lançamento vem de uma vontade de se fazer música autoral e trabalhar com poesia e literatura, representa o afã de união entre áreas distintas da criação artística. Foi algo no improviso e que gostei do resultado. Lembro da gente acertando as entradas no dia do show na casa da Júlia Vita, eu e a turma da Laboriosa (Os Botos da Guanabara)”, conta Arthus.

Compositor, poeta, músico, pesquisador, professor e historiador. Todas essas são facetas presentes na aura artística de Arthus Fochi, um carioca filho de pai guarani paraguaio, que convergem na música. Como autor, lançou dois livros independentes: “Afasia” (2010) e “Poema Poeira” (2012), com apoio técnico e parceria da Editora Cozinha Experimental. Em 2018, lançou também “Ao amor imigrante”, pela Editora Urutau. Talvez por isso, a poesia surja de forma muito natural em “Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara”. Ela flui das letras das canções para as declamações feitas pelo coletivo do estúdio Barbatana, servindo desde prelúdio para a faixa “Quadrados de Bola”, que abre o show com Rebeca Souza recitando; até “É por sim por não”, sétima e antepenúltima música, que conta com Rebeca e Júlia Vita fazendo spoken word da canção “Porque sim, porque não”, de Luhli e Lucina

A poesia ressurge em “Vodu #2” e “Gaia ciência”, parcerias com Italo Diblasi a partir de seu livro “O limite da navalha”. Júlia Vita retorna em “Purpurina”, onde apresenta um poema de sua obra de estreia, “Alga viva”. Por fim, “Sexo sexo sexo” e “Tatuís da Guanabara” encerram o registro ao vivo em letras bem-humoradas – uma calcada na vida adulta, a dois; e a outra, trazendo o frescor de um olhar infantil.

Arthus Fochi faz de seu trabalho uma coleção de referências musicais e poéticas, brasileiras e latinoamericanas, folclóricas e modernas há mais de 10 anos.  Desde 2007, ele investiga ritmos da América do Sul, em viagens e residências artísticas. É articulador e fomentador da cultura hispano americana no Rio de Janeiro, onde produz desde 2016 o evento Peña Cultural Auá. Ao lado de Guilherme Marques, desenvolve como diretor geral o selo Cantores del Mundo, cedido a Arthus em 2015 por Tita Parra (neta da folclorista icônica Violeta Parra).

Já participou de peças teatrais como diretor musical e ator (entre elas, “Xambudo”, dramaturgia de Aderbal Freire Filho, vencedora do Festival de Teatro do Rio 2010). Em 2015, atuou e fez trilha sonora para o curta metragem “Sopro, Uivo, e assovio”, de Bernard Lessa. Em 2013, iniciando a carreira musical, lançou o primeiro disco, “Êxodo Urbano”, gravado a convite de Juan Alcón na IEMF Los Carmeles (Madri). Em 2017, lançou seu segundo álbum, “Suvaco do Mundo”. Arthus Fochi segue preparando outras novidades ainda para 2019.

Ouça “Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara – Ao vivo no Barbatana”:

Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara é marca primeiro álbum ao vivo com coletivo Laboriosa | Música | Revista Ambrosia

Ficha técnica

Gravado em Niterói (2018)

Arthus Fochi e Os botos da Guanabara – Ao vivo no Barbatana

Captação: Lucas Grilo

Mixagem: Lucas Grilo e Arthus Fochi

Masterização: Guilherme Marques

Capa: Constantin de Tugny

Selo: Barbatana/ Cantores del Mundo

  1. Quadrados na bola (Arthus Fochi)

Declamação: Rebeca Souza

  1. Escopa (Arthus Fochi)

Part. Amina Nogueira (Voz e violoncelo)

  1. Águas pluviais (Lorena Pipa/ Arthus Fochi)

Part. Amina Nogueira (Voz e violoncelo)

  1. Vodu #2 (Arthus Fochi/ Italo Diblasi)
  1. Purpurina (Arthus Fochi)

Declamação: Júlia Vita “Alguém sempre brada…”

  1. Gaia Ciência (Arthus Fochi/ Italo Diblasi)

Recita Bruno Jalles poema “América de sol”

  1. É por sim por não (Arthus Fochi)

Declamação: Rebeca Souza e Júlia Vita – Spoken word da canção “Porque sim, porque não” de Luhli e Lucina

  1. Sexo sexo sexo (Arthus Fochi) Música incidental: Doce mel

Part. Amina Nogueira (Voz e violoncelo)

  1. Tatuís da Guanabara (Marcos Mesmo/ Arthus Fochi) 

Faixa-a-faixa, por Arthus Fochi:

  1. Quadrados na bola

Essa canção é uma das mais emblemáticas que compûs nos últimos anos. Lembro que acordei e a rua onde moro estava movimentada, eu comecei a ficar angustiado e não sabia de onde vinha aquilo. De repente desenhei um círculo, e logo depois uns quadrados dentro do círculo, e aquilo pra mim era uma representação filosófica do comportamento humano. Logo depois, fiz a canção, e ela saiu inteira de uma só vez, curta. Lembro de ter ficado aliviado. Há um pouco mais de ano eu gravei uma suíte com o saxofonista Scott Hill com essa música e mais outras duas. Adiante lançarei um disco, com arranjos do Scott, intitulado “Quadrados na bola” que terá como capa esse desenho. 

  1. Escopa 

Canção que integra o projeto Ano Sabático. No projeto ela teve a participação da Juliana Linhares, do Pietá. Nesta versão ao vivo convidei a cantora e violoncelista Amina Nogueira. Essa é uma canção que já venho tocando com a Amina no nosso repertório do projeto Voz e Corda.

  1. Águas pluviais

Canção em parceria com a Lorena Pipa que também integra o repertório do projeto Ano Sabático. Nessa nova versão, Amina Nogueira também faz duo comigo.

  1. Vodu #2 

Vodu #2 é uma canção que estreia uma parceria com o poeta Italo Diblasi. Essa e “Gaia Ciência” foram duas canções feitas a partir de poemas do livro “O limite da navalha”, do Italo lançado pela Editora Garupa. Gostei muito da canção, e da quebra rítmica que consegui impor sem perder o ponto.

  1. Purpurina

Também é uma canção lado B, que estará no disco “Quadrados na bola”.  A poeta Júlia Vita. que recentemente lançou seu livro de estréia “Alga viva”, recita poema “Alguém sempre brada…”

  1. Gaia Ciência

É a segunda parceria com o poeta Italo Diblasi. Nela, o poeta Bruno Jalles recita seu poema “América do sol”

  1. É por sim por não

É uma música que segue uma lógica de composições como “Quadrados na bola” e “purpurina”, baseada num aforismo. Teve a participação de Júlia Vita e Rebeca Souza recitando poema da canção de Luhli e Lucina, “Porque sim, porque não?”

  1. Sexo sexo sexo

Música feita para teatro. Teve a participação da Amina Nogueira na voz e violoncelo. É a música mais irreverente do álbum, onde se tem a participação do público em brincadeira relacionada à letra.

  1. Tatuís da Guanabara

Canção em parceria com Marcos Mesmo de projeto com nome igual ao da canção (Tatuís da Guanabara – Arthus Fochi e Marcos Mesmo), com letra adaptada para apresentação deste show. Na versão original (ainda por lançar em formato single), Marcos possui parte que apenas é cantada por ele, e parte da letra apresentada nessa versão é cortada.

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