em

Céu aposta em um som mais eletrônico no seu último trabalho para falar do amor

A falta: este (p)rumo que se transtorna em luzes sempiternas. Esta ausência de materialidade do corpo para suas afecções. Escutando o novo CD da Céu, ‘Tropix’, tenho a sensação de sentimentos líquidos: o desalojar de não ca-lar doce lar. Este deslocamento do afeto, do loco ao gosto aqui na letras da cantora tornam o princípio de rememoração das relações.

Mas embora ali na poética da autora não se vejam dispositivos de gêneros na busca do contato amoroso ou ausência deste. Há sim temperados por sinestésicos sintetizadores, um afã por ambientes; locais de aporto do ser gostado (reflexivo e refletido). Céu preferencialmente optou por uma sonoridade etérea, próximo ao trip hop feito por aquelas bandas de 90 como Massive Attack.

A bateria muito participativa duela bem com riffs de guitarra e com as células bem orgânicas dos teclados.

Opiniões

Participe com sua opinião!

Carregando

0