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Rock In Rio: Whitesnake fornece boa dose de hard rock clássico

O show do Whitesnake que fechou o palco Sunset no sábado tem todo um significado especial. É a volta de uma banda que esteve na primeira edição do Rock In Rio. Na ocasião, os ingleses vieram para substituir o Def Leppard. Dessa vez eles voltam com o status de dinossauros do rock e divulgando novo trabalho, o álbum “Flesh and Blood”, lançado em maio desse ano. Mas é claro que o que o público que se aglomerou em frente ao Sunset queria mesmo ouvir os hits radiofônicos dos anos 80 e aquele velho estilo de hard rock que eles ajudaram a consolidar.

O setlist abriu com ‘Bad Boys’, do álbum de 1987 que levava o nome da banda e teve um grande êxito em vendas. Foi seguida de outro clássico, ‘Slide It In’, do álbum homônimo de 1984, a bordo do qual vieram no primeiro RIR. A faixa antecedeu o primeiro grande hit da apresentação, o hino ‘Love Is A Stranger’, uma das mais esperadas (e obrigatórias). Uma pausa para apresentar uma música nova, ‘Hey You (You Make Me Rock)’, antes de dar seguimento ao greatest hits com ‘Slow n’ Easy’, outra do disco de 1984.

Após a última nova, ‘Trouble Is My Middle Name’, que até teve boa recepção do público, veio um matador solo ensandecido do baterista Tommy Aldridge, efusivamente aplaudido. E depois só clássico: as power ballads ‘Is This Love’ e ‘Here I Go Again’, ‘Still of the Night’ e o encerramento se deu com o cover de ‘Burn’ do Deep Purple, da fase em que o vocalista David Coverdale ocupava o lugar de Ian Gillan.

Embora o Whitesnake merecesse estar no Palco Mundo, por uma questão de importância histórica, o aconchego do Palco Sunset foi muito bem-vindo. Sem a multidão do palco principal, ficou mais confortável para o público alvo (na casa dos 50), sem contar que ali eles eram atração principal, enquanto no Mundo certamente abririam para alguém.

O botocado David Coverdale mantém a presença de palco e a voz, se não é mais a mesma aos 68 anos, é satisfatória em boa parte do tempo, apesar de algumas notas mais audaciosas que já não são mais alcançadas. Surpreendentemente os agudos de ‘Burn’ ainda saem. Talvez o vocalista se poupe para o final, justamente para não decepcionar nesse trecho tão icônico. Ele, inclusive, é o único da formação que esteve no Rock In Rio em 85. Aldridge, que é o segundo membro mais antigo, entrou na banda em 1987. Os demais são aquisições recentes.

Em um sábado com 100% das atrações eram roqueiras, o encerramento do Sunset com uma bela dose de hard rock clássico. Aquele inundou as FMs dos anos 80 e foi tido como ultrapassado nos anos 90, para alcançar status cult a partir dos 2000. Coincidência ou não, foi quando Coverdale reformulou a banda.

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