Na quarta e última matéria da série, ARIRANG retoma as raízes do BTS e transforma a Jornada do Herói em ponto de partida para o que vem depois
Um artista morre duas vezes. A primeira, quando precisa parar. É a morte mais dolorosa. Essa é a ideia que atravessa Black Swan, lançada pelo BTS em 2020. A canção é inspirada pela frase atribuída à aclamada bailarina e coreógrafa Martha Graham. “But what if that moment’s right now?”, pergunta a música. Dois anos depois, a mesma questão inquietante ecoava como um silêncio ensurdecedor entre os sete membros e seus fãs.
Durante o FESTA 2022, tradicional comemoração do debut do grupo, era anunciada a pausa das atividades coletivas. RM, Jin, SUGA, j-hope, Jimin, V e Jung Kook precisariam lidar com uma interrupção que já tinha data e motivo, mas que colocava em jogo uma pergunta muito maior: o que aconteceria com o BTS se, pela primeira vez, eles deixassem de existir juntos no palco?
Para quem estava do lado de fora, o anúncio daquele (hoje nem tão) fatídico jantar poderia parecer o início de um hiato capaz de interromper a trajetória construída ao longo de quase uma década. No K-pop, é comum que o cumprimento do serviço militar obrigatório na Coreia do Sul provoque períodos de afastamento em grupos masculinos. Para uma ARMY que acompanhava o BTS desde antes daquele momento, porém, a conversa dos sete também revelava uma necessidade premente: eles precisavam de uma pausa.
Alice Dauber, pedagoga do Sul do país, conta que recebeu o anúncio com menos sensação de ruptura do que percebeu entre outras ARMYs. “O choque inicial não foi como o da maioria das ARMYs que eu conheço. Achei que a conversa dos membros durante o FESTA demonstrava a necessidade de uma ‘pausa’”, afirma. O famoso hiato, porém, nunca chegou a se concretizar como um vazio. “A enxurrada de conteúdos que foram lançados nos manteve mais na ativa ainda”, lembra.
Antes mesmo que o afastamento coletivo se transformasse em uma longa espera, vieram o anúncio do show em Busan, a antologia Proof e os primeiros projetos solo. Para aquela ARMY, o período acabou se tornando uma janela de imersão no universo BTS, com a possibilidade de revisitar conteúdos e descobrir novas camadas de uma trajetória que, mesmo depois de tantos anos, ainda guardava territórios desconhecidos.





A pausa, portanto, não significou ausência. Os sete seguiriam caminhos diferentes, mas o BTS continuaria presente nas músicas, nos conteúdos, nos projetos e na vida de quem os acompanhava. O que começava ali era uma travessia que transformaria não apenas a relação de cada integrante com o grupo, mas também a maneira como o público enxergava aqueles sete artistas.
Mudança de rota para evitar a deriva
Em SWIM, faixa de trabalho de ARIRANG, o BTS aparece em um barco no meio do mar. Uma mulher é transportada para dentro da embarcação, mas não consegue vê-los. Eles estão próximos, acompanham seus movimentos e parecem conduzir o percurso. Embora ela não saiba exatamente de onde vem aquela presença, mas parece senti-la. A encenação ganha outra dimensão quando vista depois da travessia vivida pelo BTS e por suas fãs nos últimos quatro anos.



Entre 2022 e 2025, os sete integrantes seguiram caminhos individuais, enquanto a relação construída com a ARMY continuou sendo alimentada por músicas, conteúdos, projetos e encontros que mantiveram o grupo presente. O barco mudou de rota, mas nunca deixou de carregar uma história comum. A pausa das atividades coletivas abriu espaço para que cada um desenvolvesse trabalhos próprios e mostrasse ao público outras dimensões de sua produção.
Para Alice Dauber, aquele período acabou assumindo justamente esse sentido de passagem. Depois do impacto inicial do FESTA 2022, ela conta que passou a revisitar conteúdos antigos do grupo. “Depois do susto inicial, vi esse ‘hiatus’ como uma janela aberta para imersão ao universo BTS”, afirmou. A separação, então, também abriu espaço para olhar novamente para uma trajetória que parecia conhecida, mas ainda guardava territórios a serem descobertos.
A travessia dos sete, porém, não seria percebida apenas uma sucessão de trabalhos individuais. Cada lançamento acabou por revelar uma perspectiva que, dentro do grupo, muitas vezes aparecia diluída na identidade coletiva. Pela primeira vez, o ARMY via com mais nitidez o que cada integrante queria experimentar, dizer e mostrar. “Acredito que esse período pode ser lembrado como um encontro de si mesmo, desvinculando não totalmente do BTS, mas uma busca interna do que cada membro sente e gostaria de mostrar para o ARMY individualmente”, afirma Alice.
Essa mudança de perspectiva seria fundamental para o que viria depois. Para retornar ao mesmo palco, os sete precisariam primeiro percorrer caminhos diferentes. E cada um levaria de volta uma camada que antes aparecia misturada à identidade coletiva do BTS. SUGA foi um dos primeiros integrantes a mostrar ao público o que significava sustentar sozinho a identidade artística construída ao longo do grupo.
Sete travessias, sete formas de existir
Quando Beatriz Moura, jornalista de 31 anos, chegou à D-DAY Tour, conhecia Yoongi como compositor, produtor, cantor e rapper do grupo. O que ainda não tinha dimensionado era a força dele diante de um palco ocupado por uma única pessoa. “Eu tinha noção dessa potência solo dele como compositor, como produtor, como cantor e rapper dentro do grupo, mas eu não tinha noção da potência dele num palco sozinho”, afirmou.
Para ela, o show funcionou como uma espécie de “chancela”, um “carimbo” de que aquela dimensão artística já existia nele e podia ser sustentada sem os outros seis. A experiência também revelou uma liberdade que nem sempre aparece no trabalho coletivo. “Essa liberdade maior que existe quando ele faz o trabalho solo. Diria, até, uma intensidade dramática e pessoal, que geralmente não cabe em uma apresentação do BTS”, afirma.



Em D-DAY, a persona Agust D reúne conflitos, memórias e questões que atravessam a trajetória de Yoongi, mas que ganham outra dimensão quando ele deixa de dividi-las com o grupo. O que Beatriz viu em SUGA ajuda a compreender o que aconteceria com os outros seis.
A “era solos” não produziu sete versões menores do BTS, mas o espaço para que características que já existiam ganhassem outra dimensão. j-hope levou para Jack in the Box uma face mais áspera de sua identidade artística e, depois, voltou às próprias raízes em Hope on the Street VOL.1, recolocando a dança e a cultura de rua no centro de sua narrativa.
RM percorreu um caminho ainda mais desconfortável. Em Indigo, organizou referências, tempo, maturidade e arte em torno de uma obra contemplativa. Em Right Place, Wrong Person, deixou a segurança dessa moldura para experimentar sonoridades alternativas, humor absurdo e uma identidade menos preocupada em corresponder à imagem pública construída ao longo dos anos. A pergunta deixou de ser apenas quem é RM e passou a incluir quem é Kim Namjoon quando já não precisa caber completamente no personagem.
Jimin levou esse mergulho para o corpo. Face transforma confronto, desejo, fuga e libertação em performance, enquanto MUSE evidencia uma faceta mais madura de sua linguagem artística. V escolheu outro ritmo em Layover, aproximando jazz, neo-soul e R&B de uma estética marcada pela contemplação e pelo desejo de desacelerar. O single FRI(END)S, lançado no ano seguinte, acrescentou uma camada de pop soul R&B ao repertório e reafirmou uma identidade artística construída em torno de sua voz e de escolhas próprias.
Jin construiu um percurso atravessado pelo afeto e pela ideia de pertencimento, de The Astronaut a Happy, antes de fazer pulsar sua veia “roquenrou” com Echo. A experiência também ganhou dimensão de palco com a #RUNSEOKJIN_EP.TOUR, sua primeira turnê solo para fãs, realizada entre junho e agosto de 2025, com 18 shows em nove cidades de Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e Europa.
Jung Kook, por sua vez, assumiu em GOLDEN a experiência de sustentar sozinho um projeto pop em grande escala, articulando voz, dança e presença de palco em torno de uma identidade própria. O single Seven, lançado antes do álbum, já apresentava essa projeção internacional e o lugar que ele passaria a ocupar como artista solo.











São sete caminhos muito diferentes, e essa diferença também alterou o olhar de quem acompanhava o grupo. Beatriz conta que, no início, desconfiava dos projetos individuais. Ela tinha acabado de conhecer o BTS e temia que os solos anunciassem uma despedida precoce. A experiência com SUGA mudou essa disposição. “Ali eu acho que foi uma virada para mim, de fato não só ouvir porque eu sou fã, mas querer ouvir, me interessar pelos sete membros e suas carreiras solo.”
Ela também passou a ouvir o próprio BTS de outra maneira. “Talvez hoje em dia eu tenha o ouvido mais apurado para perceber essas nuances individuais nas próprias músicas do BTS”, diz. Depois de acompanhar cada integrante separado, o grupo passou a parecer ainda mais complexo: sete artistas precisando conciliar vozes, escolhas, personalidades e formas diferentes de ocupar uma mesma obra.
É justamente aí que a travessia ganha sentido. Os sete não deixaram de ser BTS quando ocuparam seus próprios palcos. Descobriram o que cada um podia levar para uma obra quando os outros seis já não estavam ao lado. Quando voltassem a se encontrar, essas descobertas não poderiam desaparecer. Teriam de caber, de algum modo, na mesma música.
O mesmo centro, outra história
Depois de acompanhar os sete em trabalhos individuais, a expectativa em torno de ARIRANG tinha menos a ver com matar a saudade do BTS do que com descobrir quem voltaria a ocupar aquele palco. Cada integrante havia passado por uma experiência artística própria, e o reencontro colocaria essas trajetórias novamente em contato. Mariana Fraga, 25 anos, mestranda na área de música, esteve em Goyang para assistir ao retorno. “Definitivamente, um recomeço”, resumiu a fã.
Essa diferença entre o BTS que partiu e o grupo que voltava aparecia até na forma de ocupar o palco. A ARIRANG World Tour foi concebida em 360 graus, sem uma frente única, com um anel circular no centro da estrutura. A configuração remete às apresentações de Born Singer, nas quais os sete se reuniam sobre uma plataforma circular móvel. A forma se repete, mas o significado mudou: os mesmos sete voltam a ocupar o centro depois de tudo o que aconteceu entre um círculo e outro.


Na percepção de Mariana, esse intervalo também apareceu no modo como os integrantes retornaram. Os sete estavam mais seguros de si e mais conscientes do que haviam construído individualmente e do que ainda poderiam realizar juntos. A experiência dos solos também mudou a maneira como ela passou a enxergar os integrantes dentro do grupo. Para ela, o caso de j-hope foi o mais evidente.
Depois de acompanhar os shows do rapper — do histórico ‘Hobipalooza‘ em Chicago, em 2022, até o Lollapalooza Berlin, em 2025, passando pela turnê solo Hope on the Stage (HOTS), com 33 shows pela Ásia e América do Norte —, ela percebeu que sua trajetória individual continuava visível no trabalho coletivo. “Acho que o toque individual dele ficou ainda mais presente nas suas partes cantadas no ARIRANG. Acompanhamos os shows dele e, ao voltarmos a vê-lo com o grupo, seu crescimento pessoal e profissional ficou bastante evidenciado”, opinou a ARMY.



Esse ponto de vista ajuda a entender o que o reencontro acrescenta à trajetória do BTS. Os trabalhos individuais haviam ampliado a linguagem de cada integrante, mas essas descobertas não ficaram do lado de fora quando eles voltaram a atuar como grupo. Em ARIRANG, elas reaparecem dentro de uma mesma obra, agora atravessadas pela experiência que cada um acumulou durante a separação.
O público também chega diferente a esse reencontro. Quem acompanhou os sete separadamente passou a reconhecer com mais clareza escolhas, vozes e particularidades que antes podiam se diluir na identidade coletiva. O BTS volta a ser percebido como um conjunto sem que as individualidades precisem desaparecer para que isso aconteça. Aos olhos de Mariana, essa transformação transpareceu na relação entre os próprios integrantes. “Acho que todos compartilham fortemente o sentimento de maior pertencimento quando estão juntos no grupo e isso é reconhecível quase cosmicamente”, afirmou.







De volta à raiz, sem voltar atrás
ARIRANG olha para trás sem transformar o passado em destino. O álbum recupera elementos reconhecíveis dos primeiros anos do BTS: o peso do hip-hop, os graves marcados, o rap no centro da construção e uma energia que remete à urgência de Dark & Wild. Mas aquilo que, em 2014, carregava a tensão de quem ainda precisava conquistar espaço agora reaparece nas mãos de artistas que já conhecem a dimensão do território que construíram.
Essa volta às origens também esteve no centro da concepção do álbum. Em entrevista à Billboard, replicada na edição brasileira da publicação global, Bang Si-hyuk, conhecido como Bang PD, fundador da HYBE e produtor que participou da formação do BTS, conta que o projeto começou a partir de uma pergunta sobre a própria identidade musical do grupo: como soaria, 13 anos depois, o BTS de Dark&Wild e 2 Cool 4 Skool caso tivesse preservado sua identidade fundamental sem as expansões de gênero que marcaram sua trajetória?
A resposta ganhou forma no conceito de “BTS 2.0”. Segundo Bang Si-hyuk, a ideia não era simplesmente prolongar o passado, mas abrir um novo capítulo a partir das raízes. O desafio estava em fazer o BTS voltar como grupo depois de dar espaço para que cada integrante desenvolvesse sua própria linguagem.
É nesse ponto que as experiências individuais ganham outro peso. A experimentação de RM, a escrita de SUGA, a relação de j-hope com a dança e a performance, as escolhas de Jimin, a atmosfera de V, a dimensão afetiva de Jin e a autonomia de Jung Kook passam a integrar uma mesma obra. O que cada um descobriu durante a pausa não fica do lado de fora do reencontro. Torna-se parte daquilo que o BTS pode fazer agora. O retorno às raízes também passa pela própria Coreia. ARIRANG aproxima elementos da tradição musical e cultural do país do hip-hop que ajudou a formar o grupo. Para Bang Si-hyuk, a canção acabou se tornando a “bússola” do projeto: ao mesmo tempo em que reflete os 13 anos de trajetória do BTS, aponta para a era de A Love Beyond, definida pela ideia de um amor capaz de atravessar fronteiras e gerações.
A imagem da continuidade aparece de forma ainda mais precisa no sino incorporado ao álbum, em No. 29. Ao explicar a escolha pelo som do Sino Sagrado do Grande Rei Seongdeok, Bang Si-hyuk recorre ao maengnori, fenômeno acústico em que a ressonância parece desaparecer, mas continua vibrando. A ideia sintetiza um desejo: que a música do BTS possa seguir reverberando no tempo, mesmo quando o som parece ter diminuído.
É uma maneira poética de dar novo sentido aos quatro anos de afastamento. O “silêncio” do BTS não significou desaparecimento, assim como o retorno não representa o encerramento da história. ARIRANG recupera a raiz, incorpora o que aconteceu depois dela e aponta para o que ainda pode vir. O começo permanece audível porque a música continuou vibrando.
E se esta série fosse uma ópera rap?
O que foi contado nas quatro matérias desta série também pode ser ouvido como uma ópera rap. Aqui, a história do BTS se reorganiza em cinco atos, acompanhando musicalmente a jornada dos sete: a origem, a ruptura, as experiências individuais, o reencontro e o futuro que se abre a partir dele.
As músicas não apenas ilustram cada etapa. Elas retomam momentos diferentes da trajetória do grupo e colocam essas partes em diálogo, até que uma história que começou com sete artistas os encontre novamente no mesmo palco. O BTS volta a ser UM.
Ato I — A Quebra e a Raiz
ARIRANG abre a ópera pelo presente e, ao mesmo tempo, pela raiz: a identidade coreana se encontra com a força do hip-hop que acompanha o BTS desde o início. Body to Body leva essa energia para o corpo e reforça a dimensão coletiva do septeto. O medley de Danger e Boy in Luv recupera a urgência de Dark & Wild e o BTS que ainda buscava afirmar seu espaço. MIC Drop encerra o ato levando essa mesma atitude para outra escala, agora depois de 13 anos de trajetória. A origem continua reconhecível, mas os sete já não são os mesmos que começaram.
Ato II — A Mente e o Caos
A travessia se torna individual. j-hope contrapõe a ambição e a pressão de MORE à retomada de suas raízes em NEURON. RM passa pela entrega total de Wild flower e a desorientação de LOST!. Agust D transforma conflito, memória e dor em narrativa em Haegeum e D-Day. O ato termina com Outro: Tear. A canção ganha outro sentido ao reunir novamente a Rap Line: o que poderia ter sido despedida se transforma em permanência.
Ato III — A Sensibilidade e o Espetáculo
A Vocal Line revela outras formas de atravessar a experiência individual. Jimin contrapõe o confronto de Set Me Free Pt. 2 ao escapismo de Like crazy. V combina a sensualidade e o R&B de Slow dancing com a atmosfera jazz-pop de Winter ahead. Jin reúne a energia pop-rock de Running wild à dimensão mais íntima de Background. Jung Kook fecha o ato com Somebody e Standing Next to You, mostrando duas faces de GOLDEN: uma mais sombria e introspectiva e outra voltada para a força da performance pop.
Ato IV — O Reencontro e o Ápice
Os sete voltam ao mesmo palco. Run BTS concentra a energia coletiva depois das experiências individuais e devolve ao septeto a força da performance conjunta. IDOL amplia o reencontro ao afirmar a identidade do grupo em diálogo com elementos da cultura coreana. Então Spring Day desacelera o movimento e muda o sentido da celebração. A música fala de ausência, saudade e espera, mas também da confiança de que a distância não precisa ser definitiva. Depois de uma separação que durou anos, seus versos ganham outra camada. A espera deixa de ser apenas tema da canção e passa a fazer parte da experiência de quem viveu aqueles anos longe dos sete. O reencontro, por isso, não apaga a ausência; transforma a memória dela em presença.
Ato V — A Promessa e o Futuro
Depois da pausa de Spring Day, Mikrokosmos reabre o movimento com pertencimento. Os universos individuais que atravessaram a jornada voltam a caber no mesmo espaço, aproximando novamente BTS e ARMY. A celebração ganha outra dimensão em Born Singer, que leva os sete de volta à origem e faz o passado dialogar com tudo o que veio depois. A música que um dia afirmava a identidade de artistas ainda no começo da carreira agora retorna carregada por 13 anos de história, sete trajetórias individuais e um reencontro.
Into the Sun rompe essa volta ao passado. Depois de recuperar a origem, a jornada finalmente aponta para a frente. A música encerra a ópera sem transformar o reencontro em ponto final: os sete chegaram novamente ao mesmo lugar, mas já não são os mesmos que partiram. O futuro, agora, não é retorno nem lembrança. É o próximo território a ser atravessado.












