Fotógrafo desabafa sobre ensaios que fez para Playboy: ‘Me dá vergonha’

O mundo da mesmo voltas! O fotógrafo Bob Wolfenson, conhecido por seus ensaios sensuais para a revista “Playboy”, recentemente abriu o coração sobre os primeiros anos de sua carreira na publicação. Em uma entrevista reveladora, Wolfenson expressou sentimentos de vergonha ao relembrar os ensaios que realizou nas décadas de 1980 e 1990. “Eu cumpria a…


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O mundo da mesmo voltas! O fotógrafo Bob Wolfenson, conhecido por seus ensaios sensuais para a revista “Playboy”, recentemente abriu o coração sobre os primeiros anos de sua carreira na publicação. Em uma entrevista reveladora, Wolfenson expressou sentimentos de vergonha ao relembrar os ensaios que realizou nas décadas de 1980 e 1990.

“Eu cumpria a cartilha, duas fotos de bunda, três de peito… Acho bem ruim esse trabalho. Se vejo hoje, me dá vergonha,” confessou o fotógrafo. Ele explicou que, na época, seguia uma fórmula para agradar os leitores, sem perceber que estava contribuindo para uma visão machista da mulher.

Wolfenson destacou que a virada em sua percepção ocorreu quando as mulheres começaram a ter mais controle sobre os ensaios. “Elas controlavam tudo e ganhavam uma participação nas vendas, além do cachê milionário. Nesse sentido, era um twist na questão da objetificação,” afirmou. Essa mudança, segundo ele, foi crucial para transformar a dinâmica dos ensaios fotográficos, tornando-os mais empoderadores para as modelos.

Entre os trabalhos mais memoráveis de Wolfenson, ele cita o ensaio com Alessandra Negrini, realizado nas ruas do Rio de Janeiro em 2000, e o ensaio com Maitê Proença na Sicília, Itália. Este último, segundo o fotógrafo, “mudou tudo”. Proença também compartilhou suas memórias sobre o ensaio, destacando o contraste entre o ambiente católico e moralista da Sicília e a natureza ousada das fotos.

Hoje, olhando para trás, Bob Wolfenson reflete sobre a evolução de sua carreira e a importância de se adaptar às mudanças sociais e culturais. “Atualmente, não teria sentido existir uma revista como essa. Na época, eu não percebia que estava a serviço de uma coisa machista,” concluiu.

Via Jornal Extra