Comemorando 18 anos de atividades ininterruptas, a Pandorga Cia. de Teatro apresenta dois espetáculos de seu repertório no teatro EcoVilla Ri Happy a partir de 31 de agosto: o premiado monólogo “Juvenal, Pita e o Velocípede” (2015), com Eduardo Almeida e direção de Cadu Cinelli; e “Louise/os ursos” (2023), primeira montagem no Brasil da autora francesa Karin Serres, dirigida por Cleiton Echeveste.
Composta originalmente por Cleiton Echeveste (dramaturgo e diretor) e Eduardo Almeida (ator e produtor), a Pandorga Cia. de Teatro tem contado com a colaboração regular de diversos parceiros artísticos ao longo de quase duas décadas de atuação nas artes cênicas, com um repertório dedicado especialmente ao público infantojuvenil e jovem.
“Essa temporada dupla integra as comemorações pelos 18 anos da Pandorga, que começam agora e se estendem até o primeiro semestre de 2025. Chegar a 18 anos de atividades ininterruptas no nosso contexto é um desafio e tanto, que só tem sido possível pela dedicação, engajamento e persistência de inúmeras/os parceiras/os, e pelas políticas públicas que, ainda que necessitem revisão constante e ampliação e regulamentação urgentes, têm sido fundamentais”, diz Cleiton Echeveste.
Todas as sessões do teatro EcoVilla Ri Happy contam com tradução em libras, audiodescrição e legendagem. Durante a temporada da Pandorga, haverá uma sala de autorregulação. Este espaço ficará disponível para que crianças e jovens com transtorno do espectro autista (TEA) ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) possam sair da sala, se acalmar e retornar quando se sentirem prontas.
Juvenal, Pita e o Velocípede
Juvenal tinha 5 anos de idade e adorava brincar com o seu velocípede. Um dia descansando embaixo de um cajueiro, ele conheceu uma menina chamada Pita. Eles se tornam amigos inseparáveis e viveram grandes aventuras a bordo de um velocípede construído pelo tio do menino. No monólogo, o ator Eduardo Almeida empresta as próprias lembranças da infância para contar as histórias do menino Juvenal.
Um teatro foi o lugar escolhido por Pita para reencontrar o amigo de infância que ela não vê há 30 anos. Juvenal hoje tem cerca de 40 anos. Enquanto espera a amiga chegar no teatro, ele relembra diversas histórias dos tempos de criança: como ele recebeu o nome de Juvenal, o dia em que ganhou o velocípede do tio, a paixão pelo personagem japonês Ultraman, como ele conheceu a Pita, entre outras.
Com dramaturgia de Cleiton Echeveste e direção de Cadu Cinelli, a peça estreou em 2015, tendo sido indicada em diversas categorias a prêmios voltados para produções infantojuvenis – foi laureada no 2º Prêmio CBTIJ/ASSITEJ Brasil de Teatro para Crianças (Eduardo Almeida, como ator) e no 10º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil (Cleiton Echeveste, pelo texto, e Ricardo Lyra Jr., pela iluminação).
No segundo semestre, a montagem participará do CONFAMA – Festival de Teatro de San Ignacio – Medellín e Artes de La Calle – Santa Fé de Antioquia, na Colômbia.
Louise/Os ursos
A montagem é a primeira no Brasil de uma obra da autora francesa Karin Serres – que tem mais de trinta textos encenados na Europa, Estados Unidos e Canadá. Escrita em 2006, “Louise/os ursos” foi finalista no Grande Prêmio Francês de Literatura Dramática e integra a listagem de textos de excelência, segundo o Ministério da Educação da França. Com direção de Cleiton Echeveste, integrante e fundador da Pandorga, a peça teve seu texto traduzido especialmente para esta montagem por Thaís Loureiro e Hugo Moss.
Formado por Chris Rebello, Eduardo Almeida (integrante e fundador da Pandorga), Giuseppe Marin e Nini Peixoto, o elenco conta a história de Louise, uma menina de 11 anos que mora em Alberta, no Canadá, com o pai e a irmã mais velha. Certo dia, algo extraordinário acontece em sua vida: ela vê atrás de si um grande urso branco transparente, que a segue por todos os lugares: em casa, na rua, na escola. Não é fácil convencer sua família de que ele existe – principalmente quando, aos poucos, ursos transparentes surgem por toda parte, atrás do pai, da irmã e de todos os habitantes da cidade. A questão é: apenas Louise consegue ver e ouvir os ursos. Ela vê coisas que os outros não veem ou eles são muito desatentos?
“Louise/os ursos” estreou no Sesc Tijuca em 2023. A peça foi indicada ao Prêmio APTR de Teatro 2004 como melhor espetáculo infantil do ano. A montagem foi premiada na categoria Especial no 8° Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças pela iniciativa de uma produção com ações de acolhimento para um público neurodiverso.
A temporada de “Louise/os ursos” na EcoVilla Ri Happy é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Clínica Médica Dr. Luiz Fernando Dale, Day Clinic Rio Sul, LFS Serviços Médicos e Roberto Zani Medicina Interna, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.
SERVIÇO
Teatro EcoVilla RI Happy
(Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico)
Espetáculo: “Juvenal, Pita e o Velocípede”
Temporada: de 31 de agosto a 8 de setembro de 2024
Dias e horários: sábados e domingos, às 11h
Classificação indicativa: Livre
Recomendação etária: a partir de 6 anos
Gênero: Infantojovenil
Duração: 55 minutos
Ingressos: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia)
R$ 25,00 (lista amiga)
Espetáculo: “Louise/os ursos”
Temporada: de 31 de agosto a 15 de setembro de 2024
Dias e horários: sábados e domingos, às 16h
Classificação indicativa: Livre
Recomendação etária: a partir de 6 anos
Gênero: Infantojovenil
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia)
R$ 25,00 (lista amiga)
Vendas na bilheteria do teatro ou pelo site da Eventim
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