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O Bonde ocupa Teatro Alfredo Mesquita com Trilogia da Morte

Grupo de teatro negro e periférico apresenta espetáculos ABOU - O Menino da Mala, Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar e Bom Dia, Eternidade, além do show Iroko 

Captura de tela 2026 01 12

O Bonde apresenta sua Trilogia da Morte, com as peças ABOU – O Menino da Mala; Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar e Bom Dia, Eternidade, no Teatro Alfredo Mesquita, de 22 de janeiro a 01 de fevereiro. O grupo ainda apresenta o show Iroko no mesmo local no dia 28 de janeiro, às 20h; e no Teatro Arthur Azevedo, no dia 4 de fevereiro, às 20h.

Com trabalhos para pessoas de diferentes idades, a Trilogia da Morte investiga a questão da narratividade a partir de três maneiras diferentes. Cada peça tem uma árvore como elemento simbólico na dramaturgia. 

O infantil ABOU – O Menino da Mala é um espetáculo musical narrativo, inspirado na história real de um menino africano de oito anos, encontrado dentro de uma mala ao tentar atravessar clandestinamente a fronteira entre a África e a Europa. O grupo usa a figura do Baobá para simbolizar a força do menino e discute temas como ancestralidade, migração, racismo e sonho.

A peça adulta Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar acompanha os personagens 12, 13, 23 e 40, quatro pessoas pretas que, quando crianças, foram salvas da guerra por um padre branco e, desde então, vivem em uma fazenda cuidando das duras tarefas diárias, supervisionadas por Zero. A árvore favela faz com que 23 tenha esperança de descobrir um mundo novo.

Por fim, Bom Dia, Eternidade propõe uma reflexão sobre envelhecimento a partir da trajetória de quatro irmãos idosos que sofreram um despejo quando eram crianças e, agora, depois de quase 60 anos, recebem a restituição do terreno e se encontram para decidir o que fazer. E, aqui, a gameleira é tida como um símbolo de resistência, já que foi a única coisa que ficou em pé depois da demolição.

Já o show Iroko é o registro da musicalidade e das narrativas pessoais e coletivas de uma banda composta para embalar e espelhar a dramaturgia musical do espetáculo “Bom dia, Eternidade”, formada por quatro irmãos 60+, que se encontram para celebrar a reintegração de posse de um terreno do qual sua família foi expulsa décadas antes deste reencontro. As músicas que fizeram sentido a suas narrativas e vida são lembradas, desde o cantarolar de sua mãe saudando a antiguidade dos seus até os sucessos que embalaram suas risadas, lágrimas e passos, parcerias, romances, afetos e lutas.

Confira abaixo a programação completa de O Bonde Ocupa: Trilogia da Morte

Bom dia, Eternidade 

Sinopse: Quatro irmãos idosos que sofreram um despejo quando crianças recebem a restituição do terreno após quase 60 anos e se encontram para decidir o que fazer. O tempo se embaralha em um jogo de cortinas e um mosaico de histórias reais e ficcionais é costurado no quintal da antiga casa acompanhado de um bom café e de um velho samba. Em cena, uma banda de quatro músicos, cada qual com mais de sessenta anos, em um jogo friccional com as narrativas dos atores/atriz d`O Bonde. Um espetáculo que descortina a realidade do passado olhando para o presente.

Quando:  22, 23, 24, 25/01 – quinta à sábado às 20h e domingo às 19h – sessão com libras no dia 25/1

Onde: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770, Santana, São Paulo

Quanto: Grátis, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão

Classificação: 14 anos

Duração: 130 minutos

Ficha Técnica: Idealização: O Bonde | Elenco: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Marina Esteves | Músicos em cena: Cacau Batera (bateria e voz), Luiz Alfredo Xavier (violão,contrabaixo e voz), Maria Inês (voz) e Roberto Mendes Barbosa (piano e voz) | Dramaturgia: Jhonny Salaberg | Direção: Luiz Fernando Marques Lubi | Diretora assistente: Gabi Costa | Direção Musical: Fernando Alabê | Videografia e operação: Gabriela Miranda | Desenho de luz: Matheus Brant | Assistente de Iluminação: Guilherme Soares | Cenografia e Figurino: Luiz Fernando Marques Lubi | Acompanhamento em dramaturgia: Aiê Antônio | Música original: “Pretanina” – Fernando Alabê, Luiz Alfredo Xavier e Roberto Mendes Barbosa | Técnico de som: Hugo Bispo | Técnica de Videografia: Clara Caramez | Captação de vídeo: Fernando Solidade | Costura cenário: Edivaldo Zanotti | Cenotecnia e Contrarregragem: Helen Lucinda e Tati Serafin | Fotos: Júlio Cesar Almeida e Noelia Nájera | Produção: Bento Carolina e Jack Santos – Corpo Rastreado

ABOU – o menino da mala

Sinopse: Espetáculo musical-narrativo inspirado na história real de um menino africano de oito anos, encontrado dentro de uma mala ao tentar atravessar clandestinamente a fronteira entre África e Europa. Quatro griôs contemporâneos conduzem o público infantil por essa travessia, entre cantos, instrumentos ao vivo e histórias que costuram ancestralidade, migração, racismo e sonho. Misturando músicas autorais que costuram a narrativa, o espetáculo transforma dor em imaginação e convida crianças e adultos a refletirem, com sensibilidade, sobre quem pode atravessar fronteiras e quem tem o direito de sonhar.

Quando: 24 , 25, 31/1 e 1/2, às 16h – sessão com libras no dia 25/1

Onde: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770, Santana, São Paulo

Quanto: Grátis, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão

Classificação: Livre

Duração: 60 minutos

Ficha Técnica: Encenação: Ícaro Rodrigues |Direção e dramaturgia: O Bonde | Elenco: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Tricka Carvalho | Musicista e Instrumentistas: Ana Paula Marcelino | Direção musical e Trilha sonora: Cristiano Gouveia | Cenografia e Figurino: Eliseu Weide | Cenotecnia: Helen Lucinda, Flavio Serafim | Criação e operação de luz: Kenny Rogers |  Fotos: Tide Gugliano | Produção: Bento Carolina e Jack dos Santos – Corpo Rastreado | Realização: O Bonde

Desfazenda – Me enterrem fora desse lugar 

Sinopse: 12, 13, 23 e 40, pessoas pretas que quando crianças foram salvas da guerra por um padre branco, e vivem numa fazenda, cuidando das tarefas diárias, supervisionadas por Zero. O padre nunca sai da capela, a guerra nunca atingiu a Fazenda, e sempre que os porquês são questionados, o sino soa e tudo volta a ser como antes (quase sempre).

Quando: 29, 30, 31/1 e 1/2, quinta à sábado às 20h e domingo às 19h – sessão com libras no dia 31/1

Onde: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770, Santana, São Paulo

Quanto: Grátis, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Ficha Técnica: Direção: Roberta Estrela D’Alva | Dramaturgia: Lucas Moura | Elenco: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Joy Catarina/Marina Esteves | Vozes Mãe e Criança: Grace Passô e Negra Rosa | Direção Musical: Dani Nega e Roberta Estrela D’alva | Produção Musical: Dani Nega | Músicas “Saci” e “Tocar o Gado”: Dani Nega e Lucas Moura | Sample “Menino 23”: Belisário Franca | Treinamento e Desenho de Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva | Cenografia e Figurino: Ailton Barros | Desenvolvimento de figurino: Leonardo Carvalho | Desenho de Luz: Matheus Brant | Montagem de Luz: Matheus Brant e Leticia Nanni | Operação de Luz: Matheus Brant e Leticia Nanni | Técnico de som: Hugo Bispo | Cenotecnia: Douglas Vendramini e Helen Lucinda | Produção: Produção:Bento Carolina e Jack Santos–Corpo Rastreado | Realização: O Bonde 

Show “Iroko”, Nossos Baluartes

Sinopse: Iroko é o registro da musicalidade e das narrativas pessoais e coletivas de uma banda composta para embalar e espelhar a dramaturgia musical do espetáculo “Bom dia Eternidade” do grupo O Bonde, formada por quatro irmãos já acima de sessenta anos, que se encontram para celebrar a reintegração de posse de um terreno do qual sua família foi expulsa décadas antes deste reencontro. Assim, se juntam em presença e arte à sombra de uma gameleira que no quintal apontava toda sua ancestralidade e caminhos. Ali, as músicas que fizeram sentido a suas narrativas e vida são lembradas, desde o cantarolar de sua mãe saudando a antiguidade dos seus, até os sucessos que embalaram suas risadas, lágrimas e passos, suas parcerias, seus romances, seus afetos e lutas, que se amplificam na voz de nossa gente.

Quando: 28/1, às 20h no Teatro Alfredo Mesquita (Onde: Av. Santos Dumont, 1770, Santana)-sessão com libras e 04/2, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo (Av. Paes de Barros, 955, Alto da Mooca)

Quanto: Grátis, com distribuição de ingressos uma hora antes de cada sessão

Classificação: livre

Duração: 60 minutos

Ficha Técnica: Direção Musical: Fernando Alabê | Arranjos: Ilu Inã MacumBrass / Casa de Colina |

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