Rio2C – Ludmilla conta à Ambrosia que caminho pretende seguir em sua carreira internacional

A cantora Ludmilla participou de um painel na Rio2C sobre sua trajetória nessa quinta-feira (13). No evento no Rio de Janeiro, a artista lembrou de sua infância e adolescência em uma favela do Rio de Janeiro, o início da carreira, com os percalços superados para atingir o sucesso. Desde xingamentos nas redes sociais até ser obrigada a…


Ludmilla capa

A cantora Ludmilla participou de um painel na Rio2C sobre sua trajetória nessa quinta-feira (13). No evento no Rio de Janeiro, a artista lembrou de sua infância e adolescência em uma favela do Rio de Janeiro, o início da carreira, com os percalços superados para atingir o sucesso. Desde xingamentos nas redes sociais até ser obrigada a dividir camarins com artistas homens, o que a levou a batalhar para levar sua carreira a um ponto em que poderia ter o seu exclusivo, a ex-MC Beyoncé passou por provações e falou com orgulho de sua superação.

“Hoje sou dona da carreira dona da minha vida mas não foi fácil”, disse à jornalista da Globo Aline Midlej, que foi a apresentadora do painel. Também falou sobre ter assumido sua orientação sexual, assim como o relacionamento com sua atual companheira Bruna, que estava na plateia.

“Comecei a me relacionar com mulheres com 16 anos e não quis parar (risos). Tinha medo de como as pessoas iriam lidar.  Diziam para mim: ‘não pode assumir isso porque a sua carreira acaba’. Tinha medo de chegar nos lugares e ‘desmunhecar’, não podia ir aos lugares com a Bruna […] eu pensa precisava se libertar dessa prisão” . Aline observou que, ao contrário do que Ludmilla temia, a revelação de sua sexualidade não afastou muita gente. “Na verdade chegou muita gente”, disse a cantora.

Carreira internacional

Na coletiva que concedeu para a imprensa, Ludmilla respondeu à Ambrosia sobre que estratégia artística seguirá para se consolidar no mercado internacional. Perguntamos se ela pretendia se moldar mais ao gosto do mercado norte-americano cantando em inglês, espanhol, fazendo reggaeton, hip-hop, ou entraria cantando funk e pagode em português.

“Agora que eu acabei de assinar com o escritório internacional, a gente está, nesse momento, vendo o que funciona, vendo o que não funciona, que caminho a gente vai seguir. Estou conhecendo novos gêneros, estou imergindo em outros mundos, porque eu sou uma pessoa muito aberta, então eu gosto de conhecer coisa nova. O reggaeton é um ritmo tão presente para mim aqui no Brasil, não consumo muito, mas em toda viagem que eu faço lá para fora cada vez eu estou curtindo mais o reggaeton. Mas também não é um gênero que eu vou mergulhar de cabeça. Eu estou procurando fazer uma mistura do que eu sou e do que eu estou começando a ser, do que eu estou conhecendo. Então eu acho que a gente vai levar lá para fora uma essência Ludmilla, não algo que eu vou pegar de lá e vou falar ‘vou fazer isso aqui’. Eu vou misturar ele com a minha essência. Mas é um caminho meio assim, sabe? Funk, reggaeton, R&B… Ludmilla (risos).”

Vilã ao vivo

Durante o painel, a cantora revelou frustração com o resultado de seu último disco, “Vilã”, assim como seu desempenho comercial. O álbum não estava exatamente como ela havia planejado, mas acabou sendo lançado antes do que pretendia, sem poder fazer o acabamento como desejava, devido a uma oferta de patrocínio. Para revigorar o recente trabalho, Ludmilla revelou, em primeira mão na coletiva de imprensa da Rio2C, que irá lançar versões ao vivo de quase todas as músicas de “Vilã”. “É algo comum lá fora, e aqui nem tanto”, observou. Ela garante o lançamento para breve.