O cantor e compositor Mathias Baddo, de Porto Alegre, lançou neste dia 22 de abril o seu novo single, “All Day”. Escrito durante a adolescência, a letra descreve as dúvidas existenciais e a imaturidade típicas deste período da vida.
“É uma forma tragicômica de ver as coisas. Existe uma leveza e certo humor nos lamentos adolescentes supervalorizando situações que a gente acaba se acostumando e, depois, entendendo ser parte da vida, meras vicissitudes dela.”, disse o artista, hoje aos 42 anos.
A composição de quase três décadas atrás é hoje analisada como quem aprendeu à lidar e aceitar as durezas inescapáveis do cotidiano, aquelas que o atordoavam enquanto jovem. “É sobre perceber que as frustrações são parte da jornada e, quando damos a elas a importância devida (ou seja, mínima!), elas não são capazes de interferir significativamente em nosso estado de espírito, um ou outro instante de azar ou incompreensão não precisa estragar o dia todo.”, observou Mathias.
Considerada por Mathias Baddo como uma de suas canções mais pop, “All Day” é sua primeira experiência efetiva de elaboração musical, em termos de composição de letra, melodia, estrutura. O artista, porém, precisou do apoio de Bruno Mad, que produziu, gravou, mixou e masterizou a faixa. Para Baddo, a missão de Bruno Mad foi a de “ajustar o lugar e os volumes de todas as ideias acumuladas nesses 27 anos de pré-existência dessa canção”.
As cores inversas (cores complementares) do lado oposto do círculo cromático do disco “Have A Nice Day”, do Bon Jovi, serviram de referência para a capa de “All Day”. Conceitualmente, o azul ciano da capa fecha com o ‘blue’ da tristeza em inglês, combinando com a abordagem inicial de vida, do personagem do videoclipe e do adolescente que escreveu a canção. “Assim como os traços minimalistas que trazem clara ambiguidade de sentimentos, ‘a capa’ está triste e, ao mesmo tempo, sorrindo com certa confiança.”, explicou Mathias.
O lançamento acontece na data de aniversário do músico gaúcho, e representa um presente a si mesmo, o de tornar realidade sua música mais antiga. Mais do que isso, fechar um ciclo subjetivo e iniciar outro.









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