Banda inglesa transforma estreia no Brasil em um dos shows mais celebrados da noite na C6 Fest
Era a primeira vez do Wolf Alice no Brasil — e dificilmente poderiam ter encontrado uma plateia mais calorosa do que a da C6 Fest 2026 no último sábado. A banda inglesa, formada em Londres em 2010 inicialmente como um duo da vocalista Ellie Rowsell e do guitarrista Joff Oddie — e que, desde 2012, conta também com o baixista Theo Ellis e o baterista Joel Amey — parecia até surpresa com a recepção, ainda mais por não ser uma das headliners do festival.
No palco MetLife lotado — tanto de fãs quanto de pessoas tentando se abrigar da chuva fina que voltou a cair —, a banda abriu o show com “Bloom Baby Bloom”, seguida de “White Horses”, e apresentou um setlist centrado no celebrado álbum The Clearing (2025).
Para quem ainda tentava entender toda a devoção daquela plateia apaixonada, o Wolf Alice acumula, em mais de 15 anos de carreira, quatro álbuns de estúdio e prêmios importantes, como o Mercury Prize por Visions of a Life e o Brit Award de Melhor Grupo com Blue Weekend.
A sonoridade da banda passeia pelo rock garageiro, melodias power pop e harmonias vocais marcantes. Músicas como “Just Two Girls”, “Leaning Against the Wall” e “How Can I Make It OK?” foram acompanhadas por um intenso coro do público. A catarse veio com “Play the Greatest Hits”, enquanto “Don’t Delete the Kisses” encerrou a apresentação com a plateia completamente conquistada.
Ellie Rowsell parecia genuinamente se divertir no palco, sorrindo e agradecendo em português. Com tamanha comunhão entre banda e público — conquistando inclusive os curiosos que estavam ali apenas para fugir da chuva —, o grupo deve cumprir a promessa de retornar a São Paulo em breve.
E, a julgar pela devoção dos fãs — praticamente todos com menos de 30 anos —, talvez ainda não seja desta vez que o rock vai morrer, como alguns anunciam há pelo menos três décadas.








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