De duetos com os Beatles e Sylvester Stallone a participações em comédias pastelão e animações, a rainha do country provou que seu carisma e talento transcendiam qualquer barreira de gênero, época ou formato
A música mundial se despede de uma de suas figuras mais lendárias e universais. O falecimento de Dolly Parton, ao 80 anos, marca o fim de uma era para a cultura pop, na qual uma garota vinda de origens humildes no Tennessee ultrapassou as fronteiras do gênero musical transformando o country de Nashville em um fenômeno global. Com um talento vocal inigualável, perspicácia afiada e um carisma inegável, a artista construiu um legado monumental que atravessou décadas não só na música, mas no cinema e na filantropia. Mais do que uma estrela do campo, Dolly conseguiu transitar entre o rock, a comédia e a televisão sem jamais perder sua autenticidade.
A artista construiu um legado definitivo que atravessou gerações, unindo os mais diversos públicos em torno de sua arte. Ao longo de mais de meio século de carreira, Dolly também promoveu encontros vocais que desafiaram as convenções da indústria que você confere a seguir:
Paul McCartney e Ringo Starr (2023): Em seu álbum Rockstar, Dolly reuniu os dois membros vivos dos Beatles para uma releitura potente de “Let It Be”, unindo o rock britânico à alma de Nashville.
Sylvester Stallone (1984): Na comédia musical Rhinestone – Um Brilho na Noite (Rhinestone), Dolly Parton interpreta a cantora de country Jake Farris, que faz uma aposta arriscada com seu empresário para rescindir um contrato abusivo: transformar qualquer pessoa em um astro da música em apenas duas semanas. O desafio se complica quando o escolhido é Nick Martinelli (Sylvester Stallone), um taxista nova-iorquino debochado que detesta o gênero e não tem o menor talento vocal. Ao levá-lo para sua terra natal no Tennessee, Jake enfrenta um treinamento caótico marcado pelo choque cultural e por ensaios desastrosos para tentar colocá-lo nos eixos a tempo da apresentação final. Em cena, Dolly dividiu os microfones com Stallone, no auge da popularidade como Rocky e Rambo, em duetos cômicos como “Sweet Lovin’ Friends” e “Stay Out of My Bedroom”.
Julio Iglesias (1994): Em uma incursão pelo pop romântico, uniu forças ao galã espanhol Julio Iglesias no dueto “When You Tell Me That You Love Me”.
Queen Latifah (2012): No longa Canção do Coração (Joyful Noise), combinou sua voz afguda inconfundível com o alcance gospel de Queen Latifah na vibrante “He’s Everything”. A trama se passa na pequena cidade de Pacashau, na Geórgia, que enfrenta graves dificuldades financeiras e busca esperança no coral de sua igreja local. Após a morte repentina do maestro, a tradicional e rigorosa Vi Rose Hill (Queen Latifah) assume o comando do grupo, mas passa a bater de frente com a estilosa G.G. Sparrow (Dolly Parton), viúva do antigo diretor, que defende uma sonoridade mais moderna e vibrante. Com a aproximação de uma prestigiada competição nacional de corais e o romance florescendo entre o neto rebelde de G.G. e a filha de Vi Rose, as duas líderes precisam colocar as diferenças de lado para salvar a comunidade e levar o grupo à vitória.
Pee-wee Herman (1987): Em seu programa de variedades, protagonizou uma cena surreal ao lado de Pee-wee Herman, sentando-se na poltrona falante Chairy para cantar “Hey, Good Lookin’”.
Designing Women (1990): Na aclamação da comédia televisiva, fez uma aparição tocante interpretando a si mesma como um anjo da guarda da personagem Charlene Frazier Stillfield.
Bette (2000): Em participação especial na sitcom de Bette Midler, viveu a si mesma em um episódio sobre o ciúme desenfreado da protagonista em relação ao seu brilho.
Gnomeo & Julieta (2011): Emprestou sua voz e imagem a uma versão em gnomo de jardim de si mesma: a “Dolly Gnome”, figura rosa equipada com uma pá de jardinagem.
Hannah Montana (2006–2010): Interpretando a “Tia Dolly”, participou de diversos episódios ao lado de Miley Cyrus — de quem era madrinha na vida real —, levando conselhos e leveza à produção infantil.












