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Festival do Rio: "Entre Os Vivos" é um genérico francês do gênero Slasher

Ao contrário do Brasil, onde raramente se produz filmes diferentes do Drama ou Comédia, os filmes de gênero são bastante comuns em praças como Europa, Ásia e até mesmo América Latina. Mas o mercado exibidor nacional acaba ignorando as produções desses países e sempre privilegiando o monopólio Norte americano. Houve a febre do Terror japonês há cerca de dez anos a reboque de “O Chamado”, um flerte com o Terror Coreano, mas ultimamente só vemos esses exemplares de língua não inglesa em festivais de Cinema.
Um exemplo de filme de gênero não anglófono, que está sendo exibido no Festival do Rio, mas dificilmente ganhará as telas do circuito comercial, é o Terror/Suspense francês “Entre Os Vivos” (“Aux Yeux Des Vivants”, França/2014). Não que o circuitão vá perder algo extraordinário caso o longa realmente não aporte por aqui. Infelizmente a fita faz parte da ala não muito interessante do que se faz no Terror pelo mundo. Na trama, três garotos saem em busca de aventuras e descobertas e se deparam com um velho estúdio de filmagens abandonado, conhecido como lugar de esconderijo, alguns crimes e coisas estranhas. Ao explorar o local descobrem um carro com uma mulher ensanguentada no porta malas e essa descoberta irá desencadear uma série de assassinatos macabros na vizinhança onde vivem.
Há uma tentativa de se manter um suspense, mas quando é revelado é feito de forma tão óbvia que a frustração é inevitável. O início, os diretores Julien Maury e Alexandre Bustillo deixam a impressão que irão acenar para “Goonies”, “Conta Comigo” ou mesmo “Garotos Perdidos”, para ficar na seara do Horror. Também há um certo approach com os clássicos filmes b, sutilmente criando uma atmosfera que remete a essas produções, mas essa impressão logo se dissipa quando a ação propriamente dita se desencadeia. O filme segue a linha slasher, na trilha de títulos como “O Massacre da Serra Elétrica”, “Halloween” e “Sexta Feira 13”. O problema é que o gênero já se exauriu. Até recuperou um pouco do frescor com a série Pânico, que na verdade tirava um sarro do estilo. “Entre Os Vivos” tenta ressuscitar o gênero, mas sem um pingo de brilhantismo, ou personalidade. Trata-se de um produto genérico que nem o fato de ter sido produzido dentro de uma indústria cinematográfica menos engessada do que a Hollywoodiana consegue dar ares mais interessantes.
É apenas um banho de sangue descerebrado, sem brilho nem emoção, que poderia muito bem ir direto para o DVD/Blu Ray ou On Demand. Uma pena, pois o mote até era interessante.

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