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“Serviço de Entrega Kiki” é simples e honesto

A premissa da história é a de uma jovem bruxa que, como rito de passagem, precisa viver um ano longe de sua família numa outra cidade. Uma forma de mostrar que precisa-se amadurecer.
Em sua estrada, a pequena e inocente Kiki, encontra pessoas e objetos que sentimentalmente lhe auxiliam, num clássico clichê do crescimento gradual: as situações externas nos forçam a crescer e nisto precisamos dos conselhos dos experientes, bem como em materializar nossas ânsias em formas que possamos manipular livremente. Uma tradicionalidade da cultura ocidental e bem arranjada pelo escopo japonês.

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A brutalidade da cidade grande em confronto com a inocência de Kiki produzem a necessidade de se posicionar em frente às situações. O filme resume o cinema infantojuvenil feito por adultos nipônicos. A expressividade ágil da personagem é a resposta: ser flexível e atenta aos objetivos a se alcançar, não se distraindo pelo supérfluo da jornada de amadurecimento. A adequação à realidade produz traumas a se superar, uma vez que não se tem o lar paternal para se refugiar.
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É digno de nota a simplicidade de como se trata o dualismo da mudança de uma cidade grande para uma pequena: o clichê secular do urbanismo e o tratamento artístico dado a ele – a expansão dos dilemas da vida metropolitana para a psique humana. Bem como o aprendizado com o lucro dos negócios empregados para se sobreviver: o trabalho visto como enobrecedor um ponto da diferenciação entre a criancice e os passos a vida adulta.

“Serviço de Entrega Kiki” constrói-se em cima de primícias básicas e conservadoras dos Studio Ghibli, o qual não deixa de assumir claramente influência dos estúdios da Disney.

Em suma, o que foi dito no inicio. Um filme simples e honesto.

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Aprendiz

Publicado por Marcos Ordonha

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