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A Responsabilidade de J.J. Abrams com Star Wars

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A Disney acaba de mostrar que realmente está levando a sério sua empreitada com a série Star Wars, recém adquirida com a compra da Lucasfilm em outubro de 2012. Primeiro foi anunciado o roteirista Michael Arndt (de Pequena Miss Sunshine), agora o estúdio confirma J.J. Abrams para a direção. Abrams é o Midas da Hollywood atual, como já foram George Lucas e Steven Spielberg, e a cadeira de diretor com seu nome na nova trilogia Star Wars seria uma espécie de passagem oficial da coroa.

O novaiorquino Jeffrey Jacob Abrams, de 46 anos iniciou sua carreira de diretor em 1999, no seriado Felicity. Em 2001 realizou a série Alias, e em 2005 criou o maior fenômeno da TV americana desse inicio de século XXI: a série Lost. Além disso produziu diversos outros trabalhos na TV, como Six Degrees e no cinema como Cloverfield, que possui sua linguagem estética, apesar de não ter dirigido.

Abrams chamou atenção como cineasta depois de salvar a série Missão Impossível e revigorar Star Trek, tanto em relevância para a nova geração de fãs, como nas bilheterias, pois os filmes anteriores vinham de arrecadações minguadas.

Conhecido por seu fanatismo pelo universo criado por George Lucas, o criador de Lost tinha a torcida de muitos para que fosse escolhido para estampar o nome nos créditos do novo Star Wars abaixo dos dizeres directed by… mas, quando teve seu nome cogitado (em meio a inúmeros outros, entre eles Jon Favreau, Zack Snyder e Brad Bird), Abrams afirmou que não faria justamente por ser um fã inveterado e, nessa qualidade, preferiria assistir ao novo filme apenas como espectador. Até que a atual chairwoman da Lucasfilm, Kathleen Kennedy o convenceu de que deveria assumir o cargo de diretor do novo filme da franquia.

Não se sabe, porém, se a persuasão de Kathleen se deu através de um belo e comovente argumento (que é o que Abrams deu a entender) ou se foi por uma oferta salarial irrecusável.

Sabe-se que Steven Spielberg, que produzira o terceiro longa metragem do cineasta, o belo Super 8, era o maior entusiasta do nome de Abrams. É sabida sua paixão pelo cinema do final dos anos setenta, justamente a época do primeiro Star Wars. Super 8 foi uma bela homenagem a essa fase do cinema americano, o inicio da era dos blockbusters. Embora as referências mais claras sejam às películas de Spielberg, como Tubarão, E.T. e, principalmente, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, há também referências à saga de Lucas, como o pôster no quarto do protagonista e a miniatura de tie fighter que voa, quando atraída pelo misterioso imã. Um cineasta cujo estilo dialoga com a estética setentista é perfeito para pilotar o Episódio VII.

Até 2015 (data estipulada, mas ainda não confirmada) J.J. Abrams terá muito o que desenvolver junto com o Michael Arndt e os consultores Lawrence Kasdan e Simon Kinberg. Dá até para traçar uma comparação do trabalho de Abrams com o de Luke Skywalker para restaurar uma nova ordem de cavaleiros jedi. Contar o início da história nos Episódios I, II e III não foi tarefa tão difícil para George Lucas, uma vez que a trilogia clássica pegava o “bonde andando”, o problema é justamente continuar uma história que supostamente já havia acabado sem perder a relevância. Que a força esteja com J.J. Abrams.

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