"Abigail e a Cidade Proibida" é uma mistura ruim de Harry Potter com Máquinas Mortais | Filmes | Revista Ambrosia
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“Abigail e a Cidade Proibida” é uma mistura ruim de Harry Potter com Máquinas Mortais

Em uma tentativa do cinema russo embarcar na seara dos filmes de fantasia, “Abigail e a Cidade Proibida” decepciona por um roteiro fraco e o pouco carisma dos personagens. Em um mundo no qual uma cidade teve suas fronteiras fechadas após uma epidemia, vemos Abigail (Tinatin Dalakishvii), uma menina que quando mais nova viu seu pai ser preso ao ser contaminado com a doença, que somente é detectada por uma máquina que escaneia os olhos. Ao ficar mais velha, ela se envolve com um grupo do submundo, que possui habilidades e que deseja derrubar o governo local, cujo objetivo é acabar com as pessoas diferentes da sociedade.

O filme tenta abraçar o enredo principal de Harry Potter (da pessoa escolhida em uma
sociedade secreta e que se revela com poderes mágicos), com o clima do recente – e igualmente pífio – Máquinas Mortais (um mundo diferente com ambientação steam-punk). A história é muito truncada, não deixando claro ao espectador como uma coisa levou a outra ou mesmo quando conversas de personagens não fazem sentido pois uma nunca disse a outra que sabia o que estava acontecendo. Existe uma cena ainda mais complicada, na qual dois membros dessa sociedade secreta prendem um guarda (cuja a única função era de ser agente que denuncia o outro), sem usar máscaras e ainda por cima usando seus nomes na frente dele, e o libertam logo depois.

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Outra questão do filme é que personagens não geram a menor empatia. A protagonista aparece sendo quase o tempo todo pedindo ajuda para uma missão particular que era libertar o seu pai e ninguém lhe dar a atenção, fora o líder da resistência, que de início reluta a ensinar os seus poderes recém-descobertos, mas que logo fica atraído por ela, criando um clima ruim com sua antiga namorada que estava no grupo.

Abgail e a Cidade Perdida até apresenta alguns subtextos interessantes – discute a questão de qualidade entre as pessoas, lembrando que a produção é russa, e esse era o grande tema no tempo do Império Soviético, mesmo tendo um governo autoritário que se achava mais igual que todos. Só que o longa não se encontra e se torna apena uma história maçante, pouco interessante.

Cotação: Ruim

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