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Clichês, zumbis e drones no convincente #Alive

Um jovem gamer precisa lutar por sua vida diante de um apocalipse zumbi, se encontrando cercado em seu apartamento. Mas a situação complica ainda mais quando a energia é cortada. Assim, ele não pode mais acessar online, jogar seu game ou se conectar com o mundo exterior.

É assim que a Netflix apresenta o seu filme #Alive, filme de terror da Coréia do Sul dirigido por Il Cho (Jin), que também escreve o roteiro com Matt Naylor. #Alive é estrelado por Yoo Ah-in (Em Chamas, O Veterano), Park Shin-hye (Memórias da Alhambra), Hyun-Wook Lee e Chae Kyung Lee.

O subgênero zumbi continua sendo uma fonte inesgotável para adaptações, sendo a Coreia do Sul um dos países mais prolíficos e que nos ofereceu referências como o filme “Train to Busanä (2018) ou a série Kingdom, para citar apenas dois exemplos recentes.

Bem melhor do que a sequência de Train to Busan, Península (2020), #Alive enfoca um ataque semelhante e um protagonista que deve se trancar em sua casa para combatê-lo. Uma premissa bem sugestiva semelhante a um filme francês de Dominique Rocher, La nuit a dévoré le monde (2018) ou, ampliando a temática, a qualquer umas das adaptações do romance Eu sou a Lenda de Richard Matheson.

Todos os problemas conceituais – bem, quase todos – que apareceram na terrível sequência de Invasão Zumbi, parecem ser resolvidos muito melhor em #Alive. Cho, certamente inspirado pelo sucesso de Yeon Sang-ho, imaginou uma história e uma maneira de contá-la muito mais perto do espírito do filme original do que a sequência. E o resultado, pelo menos na primeira hora de seus 95 minutos, é mais do que convincente.

Cho conseguiu pensar na melhor maneira de contar sobre um novo apocalipse zumbi com tantos outros já feitos. Aqui, gera um espaço dramático que contém e limita os movimentos dos zumbis. É de forma tradicional, mas funciona muito bem. Ou seja, usando quase o tempo todo na perspectiva de alguém preso em seu apartamento, localizado em um enorme quarteirão com vários prédios frente a frente. E quem não consegue sair de lá porque as ruas, os corredores, os elevadores ou qualquer recesso ao ar livre estão lotados de zumbis famintos e agressivos.Após a situação inicial ser levantada, temos alguns bons recursos criativos que logo acabam.

Com a introdução de um segundo personagem a la A Janela Indiscreta de Alfred Hitcock e um relacionamento à distância, o enredo torna-se ainda mais convencional, abandonando a ideia de um filme de sobrevivência com um único personagem que poderia tê-lo diferenciado dos habituais filmes de zumbis. Nos últimos 20 minutos o filme decola com pura ação!

#Alive vai na onda zumbi, perde a premissa ao longo da trama, gera uma tensão simples, diverte, mas não gera profundidade psicológica. As limitações de orçamento são claramente perceptíveis e o filme perde em relação aos mais bem feitos. Há uma melhora no final, quando o thriller e a ação entram em cena, mas não consegue enganchar. Em suma, o filme coreano garante um bom entretenimento.

Nota: Bom (3 de 5 estrelas)

Clichês, zumbis e drones no convincente #Alive
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