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Crítica: “O Imperador” é outro grande equívoco na carreira de Nicolas Cage

 

Na ocasião da resenha do filme “Fúria”, sugeri que Nicolas Cage mudasse urgentemente de agente, devido ao fato de o ator estar engatando uma podreira atrás da outra. Parece que a (má) fase continua como se pode ver em “O Imperador” (Outcast, EUA/ 2014).

Na trama o guerreiro Jacob (Hayden Christensen), ex-discípulo de Gallain (Cage) se junta ao futuro herdeiro do trono chinês e sua irmã, após a morte do imperador e da tomada do poder do primogênito, preterido da natural sucessão, que fará de tudo para se manter soberano. Cabe a Jacob então proteger os dois jovens, agora perseguidos pela guarda real.

É a estreia na direção de Nick Powell, um dublê de Hollywood com 30 anos de carreira, que infelizmente não se saiu bem na primeira experiência atrás das câmeras. Sua direção traz enquadramentos e recursos estéticos equivocados e o roteiro de James Dormer (em sua estreia em longas para cinema após trabalhar na TV) também não ajuda. É uma sucessão de frases e situações clichês e mau desenvolvimento dos personagens, fator agravado por uma direção incipiente.

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Hayden Christensen parece ser o único do elenco da nova trilogia Star Wars que sofreu da mesma síndrome do ostracismo que os atores dos filmes clássicos (com exceção de Harrison Ford, claro) e aparece nessa produção pouco prestigiada para garantir a previdência. Se acharam o ator canastrão nos Episódios II e III, digo que se comparado a esse aqui sua atuação na saga de George Lucas se aproximava do shakespeariano. Já no caso de Nicolas Cage a impressão que dá é que ele está se esforçando para fazer um trabalho ruim. É ridículo, para dizer o mínimo, o indecifrável sotaque que ele inventou para o seu personagem.

Em suma, não há outra definição para “O Imperador” a não ser perda de tempo, tanto para os realizadores que empregaram energia quanto para o espectador que jogará na latrina uma hora e quarenta e oito minutos em um filme que não funciona nem em suas cenas de ação, que deveriam ser o ponto forte – visto que seu diretor é um experiente dublê.

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Publicado por Cesar Monteiro

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