Ambrosia Filmes Festival do Rio: As Viagens do Vento

Festival do Rio: As Viagens do Vento

Ignacio Carrillo levou uma vida errante percorrendo povos e regiões com seu “Acordeão do Diabo”, criando para sí a fama de maior trovador do norte da Colômbia até o dia que encontrou o grande amor de sua vida. Pouco depois de abandonar sua carreira, a esposa de Ignacio falece e a culpa da tragédia recai sobre o acordeão, que possui para sí a lenda de controlar a vida de quem o tocar com destreza.

Decidido a abandonar o instrumento amaldiçoado, Ignacio empreende uma viagem para o norte do país buscando devolve-lo ao seu antigo mestre, mas seu caminho se cruza com Fermín Morales, um jovem cujo sonho é se tornar também um grande trovador. Vencido pela insistência do garoto e pela solidão da viagem, Ignacio aceita a companhia de Fermín e juntos seguem jornada através do país, porém, o veterano trovador se recusa a transmitir os segredos de sua arte, preferindo salvar Fermín da vida sem raízes que ele mesmo travou.

As Viagens do Vento segue o caminho do herói, apresentando as tradicionais dificuldades e alegrias deste arquétipo, porém de maneira ligeiramente diferente do que estamos acostumado, já que o diretor Ciro Guerra, apresenta uma narrativa própria que se alia a misteriosa tradição local para formar um quadro belo e interessante de acompanhar.

O ponto baixo do filme fica, ao meu ver, apenas na extensão do filme, que se tornar ligeiramente cansativo pouco antes do fim, coindicentemente ou não, justamente nas cenas que Yull Nunez (Fermín) protagoniza as cenas sem a presença de Marciano Martinez (Ignacio).

Recomendo o filme para todos que estão com o sono em dia e podem aproveitar a produção com o melhor que ela pode oferecer…

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