"Godzilla 2: Rei dos Monstros": entre a pretensão e a histeria | Filmes | Revista Ambrosia
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“Godzilla 2: Rei dos Monstros”: entre a pretensão e a histeria

Godzilla 2: Rei dos Monstros, dessa vez dirigido por Michael Doughertysegue a franquia do lagarto gigante reiniciada em 2014, agora mais ambiciosa, barulhenta e um tanto escalafobética. Só que todos esses superlativos não se converteram necessariamente em bons resultados artísticos. Não mesmo. 

Logo de cara já encontramos a Dr. Emma Russell (Vera Farmiga) com a caçula nos braços, e seu marido Mark (Kyle Chandler) em meio à destruição e o caos procurando desesperadamente pelo filho mais velho desaparecido por entre os escombros, infelizmente sem sucesso. É um flashback. Logo se mostra que no presente, a doutora está vivendo com a filha Madison já adolescente (Millie Bobby Brown) em uma reserva especial da empresa Monarch, responsável pelas atividades ligadas ao Godzilla e dos chamados titãs, ao redor do mundo. Mark está longe, estudando comportamentos dos lobos selvagens na selva. Eis uma família partida.

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A Monarch, que era uma organização semissecreta, agora controla e monitora outros 17 titãs ao redor do mundo, menos Godzilla, vivendo nas profundezas dos mares. Porém, um grupo de ecoterroristas acredita que os monstros são uma espécie de “cura” do planeta contra a ação dos homens. Assim, o caos se aproxima.

A estratégia do roteiro de solidificar o núcleo humano para humanizar a verdadeira guerra entre os monstrengos, se revela esquemática e esvaziada de conflitos. Nunca um filme teve um elenco tão desperdiçado: Farmiga, Chandler, David Strathairn e Ken Watanabe fazem o que pode com a esquizofrenia de seus papéis.

As motivações da personagem de Farmiga simplesmente não fazem sentido frente a dimensão que seu papel se pretende na história. Assim como a importância de Madison, que simplesmente nem precisaria estar na trama, algo que no trailer é vendido de maneira muito mais heroica do que verdadeiramente é. Os combates entre Godzilla e os titãs são tecnicamente impecáveis, numa mixagem de som certeira.

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Para o fãs da história raiz oriental ainda vem com a emoção (!) de, pela primeira vez, em uma versão hollywoodiana, Godzilla estar acompanhado de três dos seus mais famosos parceiros kaiju: Rodan, Mothra e King Ghidorah, remetendo ao material original de Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964). Entretanto, um blockbuster não vive só de barulhentos embates explosivos. Godzilla 2 parece que sim. Esse é seu grande e principal problema. Entretenimento raso é até ok de vez em quando, mas histeria tem limite.

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Publicação Renan de Andrade