Os filmes de John Wick são hoje a grande franquia de ação no cinema. Enquanto “Velozes e Furiosos” é uma grande fantasia com boas cenas de ação, a série estrelada por Keanu Reeves tem na ação seu grande foco, com coreografias extremamente bem realizadas e uma história simples, mas com grandes acertos na sua criação de mitologia, além da dose certa de humor, para quebrar o ritmo intenso do filme.
Em “John Wick 3: Parabellum” (que significa ir ou estar ou preparado para a guerra), o filme começa no ponto em que o personagem título estava no fim do segundo filme e precisa se preparar para a caçada de todos os assassinos dos mundo, já que a Alta Cúpula pôs sua cabeça a prêmio após a morte de um chefão dentro do Hotel Continental.

E o filme mostra a que veio nos seus primeiros 40 minutos, com cenas ininterruptas de perseguição e ação desenfreada, em locais diferentes, com estilos de lutas variadas e ampla utilização de objetos em cena, que tornam as imagens marcantes. No momento em que se usa uma cena de corredor – recurso hoje já bem explorado em cinema e séries – sua grande inovação é o manuseio de dezenas de facas das mais diversas formas. Em outra cena, no início, vemos como se utilizar um livro para ferir alguém.
Embora conte com papéis marcantes no currículo e tenha sido eternizado por Matrix, é possível que Keanu Reeves tenha encontrado aqui o grande personagem de sua carreira, pois a personalidade construída de John Wick se casa perfeitamente com o ator. Seus gestos e a pouco expressividade de Reeves servem como bons condutores para a transfiguração deste personagem, que já se tornou querido pelo público, principalmente por causa de seu cachorro de estimação.

“John Wick 3: Parabellum” tem um ar de filme de ação dos anos 80, só que com uma das melhores coreografias de lutas feitas pelo cinema hollywoodiano dos últimos 20 anos, e é perfeito para ser desfrutado em uma sala de cinema com gosto.
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