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Jornada nas Estrelas se prepara para o impacto!

O filme novo dessa fabulosa franquia só sai em Maio de 2009, mas o produtor e diretor J.J. Abrams já teve de se desvencilhar de uma discussão com o eterno Capitão James T. Kirk, o ator William Shatner, que disse que o diretor não o chamou para participar do filme, ao contrário de Leonard Nimoy (o Spock), que fará sua aparição nas telonas.

Agora, o roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman, em entrevista a revista Wired.com, falaram um pouco de como eles criaram o roteiro do filme e como diversas questões relacionadas a mitologia de Jornada nas Estrelas foram respeitas, para evitar maiores danos a mais do que o filme já vem enfrentando por parte dos fãs mais árduos.

Wired.com: Vocês estavam intimidados por reviver a franquia de Jornada nas Estrelas?

Roberto Orci: Isso não foi fácil de se fazer, a não ser que você sinta que tem algo sério a contribuir porque nós realmente crescemos com Jornada nas Estrelas. Nós não podíamos abrir mão por pura ignorância ou porque não tínhamos opiniões fortes sobre o que nós amávamos em Jornada nas Estrelas. Se tornou algo mais sobre: Nós somos dignos? E chegamos a conclusão, bem, essa é nossa profissão por escolha! Nós deveríamos ir com tudo.

Alex Kurtzman: E com o envolvimento de Damon — Damon Lindelof, co-criador de Lost que é um grande fã de Jornada — nós nos sentamos com ele por um minuto e descobrimos o quão legal seria se nós três fossemos trabalhar juntos. A idéia de ter a rede de segurança do cérebro de Damon fez-nos dizer que não havia desculpas para dizer não. Nós não poderíamos ceder ao medo.

Wired.com: Há uma enorme quantidade de material de Jornada para se trabalhar. Como vocês escolheram aquela história em particular para contar?

Kurtzman: Nós concordamos que seria a tripulação original, e no minuto que fizemos isso, limitou-se o localo de onde iríamos procurar por aquela história.

Wired.com: Sobre o que é a história? (AVISO: Spoilers leves logo abaixo!!)

Orci: É sobre como a tripulação original se uniu, o que é algo que nunca foi contado inteiramente nem pelo show e nem pelos filmes. Ninguém nunca contou como a Enterprise zarpou.

Kurtzman: Há detalhes na história onde os personagens se referem ao passado deles, mas com amplas áreas de interpretação e locais em branco onde você pensa, “Espera, eu entendo isso, mas como você chegou daqui até ali antes de chegar a esse ponto?” E é aí que temos o espaço para trabalhar.

Wired.com: Enquanto se mantendo consistente…

Kurtzman: Você tem de se manter consistente. Você não pode quebrar as regras de algo que já aconteceu antes.

Wired.com: Quando foi sua primeira exposição a Jornada nas Estrelas?

Kurtzman: Eu era um pouco jovem demais para ter visto o primeiro filme. Jornada me acertou de vez com a Ira de Khan. A experiência de se estar no cinema e vendo aquele filme foi certamente a primeira vez a algo parecido com Star Wars tanto em termos de emoção quanto em conhecimento de filmes de ficção. Apenas isso, essa sensação, querendo criar essa sensação, foi razão o bastante para fazer o filme, mas não sem estar por dentro das regras.

Wired.com: Então, quando você foi contratado para escrever o novo filme de Jornada nas Estrelas, você pegou todos os DVDs e viu toda a série e filmes de novo?

Kurtzman: Bob não teve que fazer isso.

Wired.com: Está tudo na sua cabeça?

Kurtzman: Quando eu conheci Bob no ginásio, ele tinha um telefone em forma da Enterprise que tocava a sirene de alarme da ponte da nave.

Orci: (murmura o tema)

Kurtzman: Então Bob estava sossegado.

Orci: Você atendia na sessão do disco: “Alô.”

Wired.com: J.J. Abrams não faz segredos dizendo que é mais fã de Guerra nas Estrelas do que Jornada nas Estrelas, mas vocês dois eram fãs incondicionais.

Orci: Em termos de fãs, sim, e Damon é um fanático também, nós não iremos deixar a bola cair por ignorância. Ninguém pode dizer que não conhecemos Jornada nas Estrelas. Há um bocado de outras coisas que fazemos que pode fazer as pessoas reclamarem: “Eu os odeio por outras razões,” mas eles não podem dizer, “Eles não sabiam o que estavam fazendo.”

Orci: E é até controverso apenas mencionar Jornada e Guerra nas Estrelas na mesma frase, mas Alex disse, “Nós temos que levar mais Guerra para Jornada nas Estrelas.”

Kurtzman: (fingindo tosse) Guerra nas Estrelas Original.

Orci: Guerra nas Estrelas Original. Eu quero sentir o espaço, eu quero sentir a velocidade e e quero sentir todas as coisas que se perderam levemente quando Jornada nas Estrelas se tornou sofisticado, que eu adoro, mas…

Kurtzman: Jornada nas Estrelas é normalmente o equivalente espacial de batalhas de submarinos, o que o faz diferente e único de Guerra nas Estrelas, então você não pode estragar isso também.

Orci: É em algum lugar nesse meio que fica o ponto ideal.

Wired.com: J.J. Abrams ia originalmente apenas produzir o filme, eu entendo que talvez o roteiro o convenceu que ele tinha de dirigir o filme?

Orci: J.J. não é um fanático de Jornada. Nós resolvemos criar uma história que o interessasse como um fã casual

Kurtzman: Era nosso esquema secreto para que ele não tivesse como dizer não.

Wired.com: Além de dividir uma mão criativa com Abrams, porque é tão importante que ele dirigisse o filme?

Kurtzman: O que ganhamos com ele é uma tradução 100% exata do roteiro para a tela. Uma aventura espacial épica não é algo que muitos diretores conseguem aguentar. Você precisa de alguém que entenda o estilo e o espírito de Jornada para fazer um filme desse nível, o que é algo muito maior do que Jornada jamais foi. Entretanto, espera-se que seja íntimo também.

Wired.com: O seu Jornada nas Estrelas conquistou J.J. Abrams. Vocês parecem confiantes que os fãs irão gostar também

Orci: Haverá um debate quando esse filme sair se ele é consistente com toda a mitologia. Nós argumentamos que é. Mas não há literalmente algo que podemos dizer sobre esse filme. Mesmo se pensamos que não é controverso, as pessoas dirão, “Oh, isso é conveniente, eles estão falando de uma história que nunca foi falada sem tocar na mitologia.”

Wired.com: É um legado muito intenso.

Kurtzman: As questões que mais nos atraem são, “Que regra desses personagens e regras desse universo e as regras que fazem Jornada nas Estrelas funcionar?” Se não tocarmos nesse assunto, não importará o quanto o filme seja consistente com o que já veio antes, quem se importa? Se tocar nesse assunto e criar algo que se assemelhe àquilo que sentimos quando vimos Jornada pela primeira vez, então nós teremos feito um filme de Jornada nas Estrelas.

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