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“A Torre Invisível” mistura clássico com moderno e diverte

Para quem curte ler é inegável que livros são muito legais. Ainda assim em plena era tecnológica muitas vezes é difícil convencer as crianças a trocarem seus videogames pelo prazer da leitura.
Capa_ATorreInvisivel_redPensando nisso, o autor Nils Johnson-Shelton, misturou esses dois universos, criando assim “A Torre Invisível – Crônicas do Outro Mundo”, onde conhecemos Artie, um garoto normal que está desfrutando de suas férias escolares jogando uma partida de seu jogo favorito “Outro Mundo”. Após derrotar um complicado dragão, ele divide as honras com sua irmã Kay e ela o aconselha a publicar a façanha no fórum do jogo. Ao fazer isso, Artie recebe uma estranha mensagem que o pede para voltar na fase e procurar por Easter Eggs escondidos. Ele acha aquilo tudo muito estranho,mas curioso decide fazê-lo. Logando na fase, descobre que tem uma mensagem especial para no seu nome, mas ele acredita que possa ser um bug do jogo, alguma pegadinha, e decide deixar pra lá, pois sua irmã tem um importante campeonato de videogame e a família Kingfisher está pronta para colocar o pé na estrada.
A família chega ao hotel e tudo parece muito bem, até Kay se dar conta que esqueceu seu controle pessoal em casa e entra em desespero. Kynder começa a acalmar a filha, enquanto Artie pesquisa onde pode encontrar controles personalizados. Ele consegue o endereço de uma loja chamada Torre Invisível e decide ir até lá comprar um controle irado para sua irmã e ajudá-la a vencer o campeonato.
Mas a tal loja é meio esquisita e tem um vendedor esquisito. Um coroa barbudo e coberto de tatuagens. Artie se aproxima do balcão e ao olhar a vitrine atrás, repara que existem muitos controles legais. Mas, o vendedor reconhece Artie e começa a contar uma história estranha.
Que ele não é um simples vendedor, e sim, o grande mago Merlin. E Artie é sucessor do lendário Rei Arthur e precisa concluir algumas coisas que o rei anterior não conseguiu, a começar por libertar Merlin de sua prisão. Mas isso não será tão simples, pois primeiro Artie precisa recuperar Excalibur, o que dá início a uma grande aventura.
Comic+Con+Sat+2011+030

Muito fã de videogames, Johnson-Shelton criou um universo a fim de que viesse a despertar um novo interesse nas crianças sobre histórias clássicas. Uma ideia muito boa, mas que faltou requinte em sua execução.
Mesmo se tratando de um livro infanto-juvenil a narrativa é acelerada demais e a construção dos personagens é fraca, não havendo tempo de criar qualquer empatia para com eles. Com isso, certos acontecimentos se tornam vagos, pois não havendo boa construção de personagem, faz com que mais para frente sua importância no caminhar da estória seja questionada.
Existe muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e algumas vezes fica difícil assimilar o espaço-tempo dentro da estória. Tornando a narrativa quase como se de fato uma criança a estivesse contando para você e minimizando todos os detalhes. Ainda assim, possui alguns momento engraçados que pode vir a conquistar os leitores.

Este é o primeiro livro da trilogia “Crônicas do Outro Mundo” lançado pela Editora Intrínseca (256 páginas) no começo deste ano. O segundo livro deve se chamar “As Sete Espadas” (The Seven Swords no original) e não possui previsão de lançamento no Brasil por enquanto. O terceiro e último livro intitulado “O Rei Dragão” (The Dragon King) está previsto para ser lançado nos EUA no final desse ano.

*Este livro foi uma cortesia da Editora Intrísenca

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