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Bruna Mitrano: a poeta aldeã pagã diz… não.

Ao altear uma fogueira, a aldeã procura não só fazer do lugar um espaço de Luz \ Sombras, mas também combustar o que está impregnado de matéria Cons\pira\civilizatória. O fogo é o elemento da ocupação. É a febre que avisa ao perigo da guerrilha vir\ótica. Nada me fez lamber tanto estas Labaredas do que este fervilhante livro de poemas da Poeta Pagã Bruna Mitrano, em seu primeiro livro de poemas editado pela Editora Patuá, e bem (i) nominado, Não.

Aqui a inflamação do Não está em todos os constructos poéticos que ela vai dilapidando em cada poema. A palavra gera a sua antípoda. A poda – a foda – tudo é geração de ambivalências em pleno exercício de alteridades na vida e morte. O corpo com palco da virulência do cotidiano de uma polis que dinamita ao invés de dinamizar individualidades, nesta fritada de pneus o que vem? Não importa a psicanálise com a mediação dos ——- Eu (S).

O livro tem algumas ilustrações da Bruna, parcerias de alguns poemas seus, tem um traço sinergético e muito alusivo aos poemas. Bruna é uma artista que se auto- flagra num processo de ato ético com a estética de combate à ruína moral que toma conta da cidade, Da maneira asséptica que os governantes lidam com as pessoas, a poética de Bruna é uma pira-afecção, que vai botar fogo em tudo que mesmeriza o mais do mesmo.

Bruna Mitrano – Não

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