Taslim vence prêmio com livro “A Dáie de Vários Nomes”

Taslim inicia uma trajetória também na literatura. “A Dáie de Vários Nomes”, o seu primeiro livro publicado, acaba de vencer o Prêmio Book Brasil na categoria Melhor Livro de Fantasia. Lançada pela editora Kitembo, a obra despontou entre publicações de todo país na quinta edição da premiação, que tem o propósito de aliar impacto social ao reconhecimento da diversidade e riqueza da produção literária brasileira, ajudando projetos sociais. A autora vai celebrar o prêmio com os leitores na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, no dia 14 de junho, sábado, das 14h às 17h, no estande da editora Kitembo.

Na obra, que tem prefácio assinado pela escritora afrofuturista Lu Ain-Zaila, a personagem Maisha é uma dáie, cargo que, entre as muitas atribuições, lhe dá o incrível privilégio de viajar pelos tempos. Após crescer sozinha na Era do Nada, no século XXV, em Kosso, um ambiente controlado e desolador, ela é recrutada para servir ao Reino de Uró nos anos 3.800, como parte de um plano maior para a manutenção do equilíbrio dos ciclos temporais. E a sua primeira grande missão é registrar a pandemia de Covid no Rio de Janeiro de 2020. Para realizar a tarefa, ela conta com a ajuda do mukulu, seu software pessoal, e de Sr. Gila, seu novo mentor.

Assumindo diferentes identidades em cada período temporal pelo qual passa, sua nova função promete levá-la a missões e desafios incomparáveis. O maior de todos será encarar a si mesma.    

Taslim conta que, para construir a narrativa com linguagem afrofuturista, foi necessário se reconectar com a sua infância, se encontrar “com a pequena garotinha sábia” e cheia de ideias que já se aventurava como contadora de histórias. Por isso, ela conta que a obra é autobiográfica, mas também ficcional. Uma fusão de memórias adaptadas e compartilhadas com o olhar para o futuro desejado.

– Escrever um livro sempre foi um sonho. Não me surpreende que minha criança tenha descoberto isso ainda muito nova. Aos 10 anos, lá estava ela redigindo sua primeira história: “O Baú de Todas as Cores”. Apesar de não ter sido publicado, costumo dizer que este foi o meu primeiro livro. Ali, a minha pequena estava mesmo escrevendo o futuro, ou para o futuro. Às vezes sinto ser a mesma coisa. Fato é que a mensagem que ela me deixou foi extremamente necessária para que eu conseguisse escrever essa grande viagem – revela a autora.

Serviço:

Local: Riocentro – Av. Salvador Allende, 6555, Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ (estande da editora Kitembo – CAL14)

Dia e horário: 14 de junho, sábado, das 14h às 17h

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