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Resenha de Beastars Vol. 3, de Paru Itagaki

Anteriormente…

Beastars tem sido um passeio interessante até agora, e parece estar melhorando. O primeiro volume, embora bom, tem alguns problemas estruturais, mas apresentou bem a série. O segundo volume é onde o mangá mergulha ainda mais na psicose e nas lutas pessoais dos personagens, mostrando que há muita coisa acontecendo às escondidas. Aonde o terceiro volume nos levará?

SINOPSE: As cortinas descem para encerrar a tumultuada apresentação do festival e uma nova estação do ano está para começar. Enquanto toda a escola entra em clima de efervescência em função do grande evento do verão, o “Festival do Meteoro”; Legoshi e seus colegas se dirigem para o centro da cidade em uma missão…

Eles se perdem no caminho e acabam entrando na zona do mercado negro e se deparam com um mundo de distorção, de ganância, e de dura realidade… Ao mesmo tempo; Legoshi não consegue parar de pensar em Haru, a coelha. Mas ao reencontrá-la, Legoshi, como sempre, não consegue falar coisa com coisa. O que acontecerá com esses dois…?!

Análise

Após a leitura, Beastars Vol. 3 faz com que a série realmente se expanda. E para além dos dois primeiros volumes, que foram focados na preparação para o Festival, com o climax da apresentação do Clube de Teatro; e nos conflitos internos de Legoshi. Após o fim das apresentações teatrais, os problemas do lobo só aumentam e a narrativa ganha força, com a expansão do cenário e dos demais personagens.

O mangá traz novos olhares e mergulhamos no cenário além da escola. Com um novo ângulo, a abordagem trata da sensação que os diferentes animais reagem uns aos outros. Os herbívoros têm seus próprios instintos básicos, como os carnívoros. Mergulhamos em suas mentes, onde o fugir e ficar longe antagoniza com os instintos de consumi-los; alguns vêem isso como uma coisa natural, uma identidade que leva ao crescimento da convivência ou da destruição.

Temos novos personagens, e os já conhecidos ganham uma introdução adequada, expandindo o elenco geral. A história nos apresenta a cidade e seus próprios problemas, como o Mercado Negro e como os carnívoros adultos lidam com seus estigmas. A mangaká traz ao leitor o funcionamento do mundo que criou e dá uma dimensionalidade do conceito narrativo que desenvolveu para Beastars.

O terceiro volume continua com o crescimento do personagem Legoshi. Ao ler os três volumes consecutivos, realmente é notório o seu desenvolvimento. Alguém que era tão reservado, facilmente puxado pelos outros, e odiava ter que aparecer.

Expressa mais seus sentimentos, colocando sua postura em risco e disposto a se aventurar fora de sua zona de conforto para explorar novas possibilidades, sem saber se elas são realmente boas ou más. Com a coelha Haru, não consegue dizer o que isso realmente significa para ele. É instinto? Isso é amor? Obsessão? É outra coisa?

O volume dá mais atenção a Haru , mas não a explora muito, mas parece o início do crescimento de seu personagem. A coelha sempre se sentiu mal em relação a si mesma com os demais zombando dela constantemente ou apenas usando-a para suas próprias “necessidades”. Legoshi é a primeira pessoa a rejeitá-la e apenas vê-la como ela mesma, e isso parece tê-la tocado. Ela quer conhecê-lo um pouco mais agora, apesar de cada fibra do seu eu herbívoro lhe dizer para não se aproximar dele.

Novos personagens

Este volume nos apresenta dois novos personagens, Juno, uma loba e Gouhin, o Panda Gigante. Juno não causa muita impressão, uma personagem de apoio para Legoshi. Gouhin, por outro lado, causa um impacto maior. Psicoterapeuta do Mercado Negro, Gouhin se encarrega de ajudar os carnívoros que lutam com seus instintos predatórios; para reabilitá-los e libertá-los, não hesita em acreditar que todos os carnívoros são iguais. No entanto, quer ajudar de qualquer maneira, não importa o quão feio e desesperador possa ser. Sua presença realmente abrem a porta para a expansão da história e fornecer uma influência orientadora sobre Legoshi.

Com uma personalidade forte e intensa, o médico Gouhin se preocupa com seus pacientes e sempre ajuda, se quiser sua ajuda.

Há um capítulo a parte que apresenta uma galinha chamada Legom e seu trabalho de produzir ovos, lucrar com isso e seu orgulho de entregar ovos de alta qualidade para os demais desfrutarem. A mangaká traz seriedade e humor nesse capítulo, mostrando a vida fora da cena carnívora. Isso apenas ajuda a dar corpo a este mundo e a entrar um pouco mais em seus pequenos detalhes.

A arte do mangá ganha mais expressividade, mais refinada. As expressões dos personagens são melhores, permitindo sinais emocionais mais sutis em seus rostos e linguagem corporal. O sombreamento não parece mais com manchas e o traçado das linhas e as proporções do corpo são muito mais consistentes. Os layouts ainda são bons e fáceis de seguir na maioria das vezes, com algumas cenas e momentos ótimos em como as coisas são enquadradas, como a sala de fotos de Gouhin ou toda a cena do almoço entre Legoshi e Haru.

Concluindo

Beastars Vol. 3 está abrindo a porta para um mundo mais amplo, tanto para seus personagens quanto para o público. Sua caracterização está melhorando à medida que o universo parece mais fascinante e profundo.  Com uma narrativa forte e boa arte, Beastars segue sendo umas das melhores novas séries. Se não leu, agora é o momento perfeito para pular neste reino animal.

Nota: Ótimo – 3.5 de 5 estrelas

Resenha de Beastars Vol. 3, de Paru Itagaki
3.5 / 5 Crítico
Avaliação

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