No álbum, O sal do samba, Adriana Passos homenageia seu avô Arnaldo Passos, do célebre samba “Moro na Filosofia”. O compositor, junto com Monsueto, fez um dos maiores clássicos do samba, ‘Mora na Filosofia’. Adriana, lançou então esse ótimo álbum, no qual com alto penhor de uma cadência rítmica, desfila inúmeras crias ou gêneros do samba como o Côco, o Jongo tudo muito bem harmonizado  pela direção musical de Xande Rocha que também toca baixo com ela.
Do avô ele regravou além do samba mencionado, outro bem conhecido pelas ladeiras e bares do Rio, o cadenciado, ‘Escurinha’. A cantora e compositora participou ativamente do movimento de resistência cultural da Pedra do Sal nos anos 2000. Acompanhada pelo Grupo Panela de Barro, Adriana se junta a grandes sambistas, como Camunguelo, Velha Guarda da Portela, Monarco e a madrinha Beth Carvalho reconquistando o tradicional espaço da cultura carioca.
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O som é do velho e bom samba tocado e ritmado com mãos hábeis de bons músicos, com Marcelo Minyos no violão de seis e sete cordas e o cavaco de Job Prates. A cozinha percussiva é outra parte muito bem azeitada no trabalho da cantora, com um swing cheio de bossa com percussão, bateria, surdo e pandeiro.
Seu Pai, Aldo Passos, ldeu-lhe o samba ‘Mais que saudade’. A cantora  é formada em música. Saída da UNI-RIO  ganhou as noites no eixo – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, até partir para uma turnê de três anos pelos EUA – Miami, Boston e Nova York. Integrou também o grupos do Osvaldo Montenegro, Os menestréis, no final da década de 80, onde cantava e atuava.