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The King of Limbs – Radiohead

Capa de "The King of Limbs" com a tradicional e expressiva arte de Stanley Donwood.

O trabalho mais recente da banda britânica de rock Radiohead leva um título curioso de “o rei dos membros” – e até o rei dos limbos, dos arredores e expansões do ser – e adentra um ritmo novo de intimismo e musica eletrônica. A começar pelo nome dado ao álbum temos algumas interpretações que se elucidam – ou confundem-se – com o decorrer das faixas, mas deixamos isto para adiante. Uma curiosidade é o nome dele se referir a uma antiga arvore próxima ao estúdio de In Rainbows, o álbum anterior.

A composição musical do novo trabalho está mais minimalista nos tons e acordes com jogos de batidas rápidas. Instrumentos como a guitarra, bateria e percussão, e baixo fluem quase que líquidos nas musicas comandadas pelas batidas de Phil Selway – levados por sintéticos eletrônicos, como na instrumental (?) Feral. As letras economizam nas palavras, mas não em frases mansas, quase que preguiçosas, para tocar em nosso íntimo.

O conjunto das tracks retoma o que se disse sobre o nome do álbum de inicio: a sensação de mergulhar e sair de algo profundo se intensifica, ou tal se perdêssemos os membros do corpo e se até mesmo os arredores de nossa existência estivessem sensíveis (sim, tudo isto vindo de uma única e pequena palavra, com diversas aplicações). O rei dos “limbos” sabe como se está em cada uma das situações. Apenas como está, o que indica que a saída é o fluir na situação, deixar-se levar até o conforto do fora de tudo isto, tal uma flor de lótus. – se pode ver isto claramente pelas palavras de Thom Yorke em Lotus Flower.

A reclamona Mornig Mr. Magpie deixa na mão aqueles que amam os diálogos nomináveis de Radiohead.

Interessante é ouvir Separator: é como acordar de um sonho, vindo para a superfície, de toda a esfera única de The King of Limbs. Como um prelúdio para algo novo, voltado para o lado de fora, ou de dentro, melhor, para o lado florescido da lótus que abriu em Limbs.

No repertório da banda ainda podemos perceber a herança íntima do grunge arrastado e “baladado” por baixos acentos e conversas, meditações consigo mesmo, além do pós-punk, e ainda mais da significativa carga experimental eletrônica.

Como um todo este trabalho é como um passo fluído do grupo (por falar, ouçam a adequada Little by Little). O álbum está com novidades, tais as ótimas incursões de uma conservada experiência estável e madura, tendo a nova roupagem do tradicional intimismo da banda, como o novo em tudo isto.

Lista de faixas:

  1. “Bloom” 5:15
  2. “Morning Mr Magpie” 4:41
  3. “Little by Little” 4:27
  4. “Feral” 3:13
  5. “Lotus Flower” 5:00
  6. “Codex” 4:47
  7. “Give Up the Ghost” 4:50
  8. “Separator” 5:21

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[xrr rating=4/5]

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