Mark Knopfler, do Dire Straits, diz que rock virou peça de museu

Mark Knopfler, líder da clássica banda inglesa de rock Dire Straits, recentemente lançou seu décimo álbum solo. Em uma entrevista ao g1, ele expressou sua visão sobre o estado atual do rock e a evolução da música. Segundo Knopfler, a guitarra, um símbolo icônico do rock, agora é considerada uma “peça de museu”. Ele lamenta…


Mark Knopfler, líder da clássica banda inglesa de rock Dire Straits, recentemente lançou seu décimo álbum solo. Em uma entrevista ao g1, ele expressou sua visão sobre o estado atual do rock e a evolução da música.

Segundo Knopfler, a guitarra, um símbolo icônico do rock, agora é considerada uma “peça de museu”. Ele lamenta que não vejamos mais guitarristas emergindo com a mesma frequência de antes. Para ele, o rock se tornou uma lembrança do passado, algo que as gerações mais jovens não experimentam da mesma forma que seus predecessores.

“Os jovens querem alguma coisa deles, para que não se tornem uma versão dos seus pais… Para lembrar dos anos 1950, quando os garotos usavam terno e as meninas usavam pérolas e conjuntos tweed, como suas mães. E, de repente, bang!, rock and roll. Era sexy pra caramba.”

“Os adolescentes, as crianças, começaram a trabalhar e comprar discos e tudo mais, ouvia Little Richard, Chuck Berry”, diz o músico. “Eu vi Chuck Berry quando tinha 15 anos em Newcastle. Ele fazia o duck walk pelo palco cantando ‘Johnny B. Goode’. ‘Jesus’, eu pensava, ‘isso é para mim’. Lembro de ter falado isso para mim quando tinha 15 anos.”

O músico relembrou os anos em que fundou o Dire Straits, uma das principais bandas de rock das décadas de 1970 e 1990. Eles conquistaram sucesso com hits como “Sultans of Swing” e “Brothers in Arms”. No entanto, Knopfler decidiu seguir carreira solo, focando em performances virtuosas. Agora lançando seu nostálgico décimo álbum, intitulado “One Deep River”, o roqueiro diz como se sente artisticamente realizado:

“Gosto de desenvolver minhas habilidades e gostaria de ficar mais tempo no estúdio, gravar mais rápido, ter mais sessões com a banda”. “Não é incrível quando você está feliz com aquilo que você faz?”