Melissandra lança Mapará: um manifesto que canta a Amazônia

No dia 13 de junho, a cantora e performer paraense Melissandra lança MAPARÁ, seu terceiro álbum de estúdio, pela Guamaense Produções. Assinando direção, produção e conceito, a artista entrega sua obra mais ambiciosa: uma jornada estética e espiritual pelas águas da Amazônia, entrelaçando sonoridades urbanas, ritmos ancestrais e narrativas travestis. Ao lado da diretora criativa…


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No dia 13 de junho, a cantora e performer paraense Melissandra lança MAPARÁ, seu terceiro álbum de estúdio, pela Guamaense Produções. Assinando direção, produção e conceito, a artista entrega sua obra mais ambiciosa: uma jornada estética e espiritual pelas águas da Amazônia, entrelaçando sonoridades urbanas, ritmos ancestrais e narrativas travestis.

Ao lado da diretora criativa Htadhirua, Melissandra apresenta A NIK LAMENTO, personagem central do disco: uma travesti encantada em peixe após ser queimada viva pela Inquisição durante a colonização. NIK se transforma no peixe mapará e passa a visitar o mundo dos vivos, batendo à porta de quem a consome e perguntando: “Me diga, qual teu lamento?”. A lenda inventada por Melissandra se desdobra em crítica e fantasia, tocando feridas coloniais ainda abertas.

O álbum é dividido em dois lados. O Lado A (faixas 1 a 5) é visceral, com base no funk e rap, evocando a existência humana de NIK, marcada por desejo, resistência e violência. Já o Lado B (faixas 6 a 12) assume tons místicos e regionais como o brega e o carimbó, simbolizando a ascensão divina da personagem, agora entidade encantada e patrona das mulheres.

Canções como “Eu Não Quero Compromisso”, “Suco de P**a” e “Divina” (com Rafa Bebiano) empunham humor, erotismo e denúncia, enquanto faixas como “Materna”, “História de Pescador” (com Iris da Selva) e “Evocação” ampliam o discurso afetivo, ambiental e político do disco. A produção musical é de BEÁ, que define a experiência como “um mergulho no fundo do rio, íntimo, intenso e transformador”.


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