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Rolling Stones no Brasil: Uma retrospectiva

Já se vão dez anos da última apresentação dos Rolling Stones no Brasil e 21 anos da primeira. Mick Jagger e Keith Richards vieram ao país pela primeira vez ao país em 1968, com suas respectivas namoradas. Dessa visita supostamente saiu a percussão de ‘Sympathy For The Devil’ após uma ida a um terreiro de umbanda.

Mas para um show, os brasileiros ainda esperariam 27 anos e valeu muito a pena. Às vésperas da quarta visita ao Brasil, vamos recapitular as três turnês que passaram por aqui.

Voodoo Lounge Tour (1995)

stonestourQuando: 27, 28 e 30 de janeiro (São Paulo) e 2 e 4 de fevereiro (Rio)

O Rock In Rio em 1985 colocou o Brasil no mapa das turnês internacionais, mas foi nos anos 90 que o país foi confirmado como parada para megashows. Em 1990 veio Paul McCartney, em 1993 Madonna e Michael Jackson e em 1995 foi a vez dos Rolling Stones. Após cinco anos de hibernação, a banda passava de um quinteto para um quarteto, após a saída do baixista Bill Wyman em 1993.

O disco que dava o nome à turnê era considerado o melhor desde “Tattoo You” de 1981 e a estrutura de palco era impressionante: o cenário, que lembrava uma usina pós-apocalíptica, trazia 480 toneladas distribuídas em 32 metros de altura, 72 de largura e 26 de profundidade, com telão jumbotron de alta definição de 12 metros de altura que exibia o que rolava no palco e também animações e computação gráfica.

Sao Paulo, SP, Brasil Jan/1995 Show Voodoo Loungue, dos Rolling Stones, durante o Hollywood Rock, no Pacaembu em SP./Rolling Stones Voodoo Loungue concert, during Hollywood Rock, at Pacaembu stadium in SP. Foto © Marcos Issa/ArgosfotoEsse palco contava com uma serpente de metal de mais de 30 metros que cuspia fogo na primeira música do show, ‘Not Fade Away’, e bonecos infláveis gigantes que surgiam na segunda metade do show em ‘Sympathy for the Devil’ e se movimentavam em ‘Street Fighter Man’. Foram três noites (de chuva) no Pacaembu (a principio seriam duas no Morumbi mas, devido a problemas, foi remanejado, em cima da hora, para o então campo do Palmeiras, bem menor, com os ingressos já vendidos) e duas noites no Maracanã. Aquela foi a turnê mais lucrativa de todos os tempos até então.

Bridges To Babylon Tour (1998)

stonestour3Quando:11 de abril (Rio) e 13 de abril (São Paulo)

Três anos depois os Rolling Stones voltaram ao Brasil para uma visita de acontecimentos bem inusitados. Keith Richards torceu o pé dois dias antes do show, Ron Wood escapou por pouco de um incêndio em uma lancha em Angra dos Reis e Mick Jagger caiu em um “golpe da barriga”. Mas no palco tudo correu lindamente.

stonestour9O palco não tinha as dimensões megalômanas da turnê anterior, mas estava longe de ser algo modesto. Contava com um telão esférico cujas bordas lançavam fogos na abertura, e no meio do show uma passarela se erguia sobre o púbico levando a banda a um palco menor bem no meio da pista, para um set de três músicas.

Na abertura dos shows (um no Rio, na Praça da Apoteose, e outro em São Paulo, na pista de atletismo do Ibirapuera), Cássia Eller e em seguida Bob Dylan, que voltou ao palco para tocar Like a Rolling Stone com Jagger e cia, em um momento histórico.

https://www.youtube.com/watch?v=jD7_FfGJI0E

A Bigger Bang Tour (2006)

Quando:18 de fevereiro no Rio

“Os Rolling Stones farão um show gratuito na praia de Copacabana!” Muita gente achava que era boato, até ser confirmado pela banda e a prefeitura do Rio de Janeiro em agosto de 2005. O Brasil tinha ficado de fora da Licks Tour, de 2002/2003, e agora ganhava um único show, só no Rio, mas, gratuito.

stonestour5Em um tórrido sábado de verão, a uma semana do carnaval, a cidade parou em função do evento. Copacabana ficou interditada, o que revoltou muitos moradores, mas os fãs da banda do Brasil inteiro se mobilizaram.

O concerto juntou 1 milhão e 200 mil pessoas no palco montado em frente ao Copacabana Palace, em uma espécie de segundo reveillon. Muito proprietário de apartamento na orla do famoso bairro da zona sul carioca alugou o imóvel na ocasião para faturar uma grana extra.

stonestour6O disco que dava nome à turnê podia até não configurar entre os mais brilhantes da carreira dos Stones, mas, em um show do quarteto quem está ligando para músicas novas? Houve a polêmica área vip em frente ao palco, destinada a celebridades globais e socialites, deixando o povão bem longe dos ídolos. Mas o palco (uma versão mais simples da inventiva criação do designer de longa data da banda, Mark Fisher, para a turnê no restante do mundo, que reservava uma área vip em balcões integrados à estrutura) contava com uma plataforma móvel que levou a banda para o meio do público para um set de quatro músicas na segunda parte do show, proporcionando o momento mais marcante da apresentação.

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