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Yamasasi destila noise e surf rock em seu primeiro álbum, “Colorblind”

Após circular por festivais como Bananada (Goiânia), Locomotiva (Piracicaba) e Do Sol (Natal) com seu  EP de estreia, “Hungry/Pace”, o quarteto Yamasasi amadurece sua sonoridade inspirada pelo noise e surf rock em seu primeiro álbum. “Colorblind” reúne 10 faixas que refletem sobre distâncias, frustrações, isolamento e questões existenciais sobre as dores de crescer.

Fundada em 2017 na cidade de Piracicaba (SP), Yamasasi é formada por João Pedro Matos (voz e baixo), João Fernando Vieira (guitarra), Benetton (guitarra) e Gustavo Ferrari (bateria). O projeto surgiu de modo descompromissado pensando em criar letras e riffs fáceis e diretos. O nome da banda, único, também traz esse espírito no DNA. Yamasasi é uma palavra inventada compartilhada com Matos por um amigo venezuelano. Os jovens inserem o termo nas conversas onde gostariam de incluir um palavrão, do tipo “do caramba” e “hell yeah”. Mais que a ideia por trás da palavra, Yamasasi soava também com um nome de banda.

Com o EP “Hungry/Pace”, eles mostraram o primeiro gostinho de seu rock de inspiração noventista, bebendo de fontes como o emo,  o alternativo, o garage e o punk sob influências que vão de Wavves e Bass Drum of Death a Best Coast, Fidlar e The Growlers.

As canções já traziam uma mescla de arranjos enérgicos e letras repletas de angústia jovem que viria a ser ampliada em “Colorblind”. “Pode se dizer que o álbum está bem mais complexo que o EP ‘Hungry/Pace’. As músicas do primeiro EP são muito mais simples em termos de sonoridade, devido às novas influências que adquirimos ao longo da caminhada da banda. Nosso interesse por math rock acabou fazendo com que incluíssemos mudanças rítmicas típicas desse estilo em algumas faixas do disco, sem perder a pegada suja do garage rock e surf punk”, reflete o baixista e vocalista João Pedro Matos.

“Colorblind” foi antecipado com o single “Pancho”, uma canção dedicada aos questionamentos sobre como a vida seria caso fossem tomadas decisões diferentes. O pensamento sobre outras possibilidades também norteia “Tell Me What To Do”, faixa inspirada pela série Girlboss que imagina uma tentativa de recuperar um relacionamento após uma traição. As aparências superficiais dão o tom de “Breathe In/Out”, cuja letra reflete sobre mascarar os problemas e usar a diversão como escape. Outras temáticas sobre amadurecimento, como o ócio (“Lost Boy”), despedidas (“Song #1’’) e fracassos (“Clever”) permeiam todo o disco.

Além das letras, todas compostas por João Fernando Vieira (Magrão) e João Pedro Matos (JP), Yamasasi assina coletivamente os arranjos de “Colorblind”. O álbum foi gravado por Franco Torrezan no Casarão Music Studio, mixado e masterizado por Torrezan e Fabiano Benetton e já está disponível em todas as principais plataformas.

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