em ,

A vida acontece no pântano, de Ana Abbott, estreia em fevereiro

De 1º a 24 de fevereiro, o Sesc Copacabana recebe a montagem inédita do espetáculo ‘A VIDA ACONTECE NO PÂNTANO’, um projeto da atriz Ana Abbott, que marca sua estreia na dramaturgia.
Sob a supervisão de Pedro Brício, Ana desenvolve uma escrita que transita com humor pelo cotidiano, mesclando o poético e o fantástico. Em cena, Ana Abbott e Michel Blois com direção de Leonardo Netto (Prêmio Cesgranrio de ‘Melhor Texto Nacional Inédito’, Indicação ao Prêmio Shell e Indicação ao Prêmio APTR ‘Autor’ – A ORDEM NATURAL DAS COISAS).
O espetáculo acontece em torno de um campo de forças – reais e imaginárias – que move o dia a dia de um casal de pesquisadores, biólogos, cuja relação se assemelha simbolicamente a um pântano. Os dois personagens tentam/imaginam matar um ao outro. Ao longo do espetáculo eles vão se tornando alvo também de suas próprias pesquisas, adentrando territórios híbridos, soterrados de palavras, de lama, de animalidade, que vão tomando conta da paisagem da peça. Pluralizam-se situações/tensões sem ser necessário um sentido último, ou uma explicação dos fatos. O que foi ou terá sido mesmo?
A VIDA ACONTECE NO PÂNTANO traz um casal que, aos poucos, vai se animalizando. Os personagens vão imageticamente se transformando em bichos. Logo, eles vivem muito próximos da animalização do homem, da vida intensa dos instintos, das sensações, do perigo. Desejam o pântano, o lugar que se tem medo de visitar, como um lugar possível de reconstrução do ser, talvez, da relação a dois.
“Se você não for ao pântano, você não consegue ir a lugar nenhum.  E no pântano poucas espécies/pessoas conseguem sobreviver. Eles desejam intensamente viver a vida, uma vida que se sustente em outros parâmetros que não os já tão padronizados, hierarquizados, mortos, muito mais mortos que a morte que eles desejam matar, pois eles sabem, como bichos que vão se tornando, que a vida acontece no pântano”, afirma a autora.
Ana Abbott apresenta uma linguagem própria, calcada no ritmo, na irreverência, na agilidade dos diálogos, nos devaneios da imaginação, na intensidade dos sentimentos e sensações, no universo fantástico. As palavras vão construindo as cenas sem apego psicológico e, repentinamente, surpreendem a própria trama, à revelia de sentidos precisos, mas fazendo pulsar todo um campo de forças advindo da complexidade da natureza humana e das relações a dois. É tecendo a própria linguagem, através de uma escrita singular, que o texto encontra seu fluxo, mesclando densidade e humor, ritmo e poesia, leveza e irreverência.
Segundo o diretor Leonardo Netto, o texto é instigante, com metáforas fortes sobre as relações amorosas. “E sobre como podemos ir nos animalizando diante do outro. A escrita de Ana Abbott aponta muitos caminhos, e isso é ótimo”, completa.
Em 2017 foi realizada uma leitura/processo de A VIDA ACONTECE NO PÂNTANO no TEMPO FESTIVAL (no Teatro Municipal), e foi feita uma enquete com o público com a pergunta: “Quem você era um amor atrás?” A partir das respostas, Ana Abbott irá compor uma música, que será a canção-tema da peça, e que irá permear de diversas formas e ritmos o espetáculo, trazendo também para a música o tormento da trama.
“Ao longo do tempo foram muitas fantasias transformadas em peças, filmes e performances. Comigo sempre meu caderno. Comigo sempre o desejo de ser bicho. Alguma hora iria me deparar com os escritos diários, misturados com tarefas do dia a dia e desenhos. Intuo que tem uma linguagem minha aí, no mundo das palavras. E através da música, as palavras começaram a ganhar contorno. E poesia sempre, atravessada, atravessando. Agora, meu primeiro texto. Para estarmos juntos aqui. No Brasil. No pântano.”, explica Ana Abbott.
Logo depois da temporada de ‘A Vida Acontece no Pântano’, Ana estreia, no dia xx de março, no Sesc Tijuca, o espetáculo ‘A Última Capsula’, idealizado pelo grupo Vendaval Fulminante, formado por Ana, pela dramaturga Clara Meirelles e pela atriz e diretora Raquel Alvarenga.
 

FICHA TÉCNICA 

Direção: Leonardo Netto
Dramaturgia: Ana Abbott
Supervisão Dramatúrgica: Pedro Brício
Elenco: Ana Abbott e Michel Blois
Figurino: Maureen Miranda
Luz: Wagner Azevedo
Cenário: Andre Sanches
Produtora de Arte e Cenógrafa Assistente: Débora Cancio
Trilha Musical: João Mello
Direção de Produção: Ana Beatriz Figueras, Ana Paula Abreu e Renata Blasi
Projeto Gráfico: Pojucan
Assistência de Direção: Beatriz Bertu
Fotos divulgação: Dalton Valerio
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Produção: Diálogo da Arte Produções Culturais
Realização: Fulminante Produções Culturais
Idealização: Ana Abbott

SERVIÇO

Temporada: de 1º a 24 de fevereiro de 2019
Local: Multiuso do Sesc Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana)
Horário: de sexta a domingo, às 18h
Ingressos: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia-entrada) e R$7,50 (associado do Sesc)
Informações: (21) 2547-0156 ou 2548-1088
Bilheteria: Segundas – de 9h às 16h | Terça a Sexta – de 9h às 21h
Sábados – de 13h às 21h | Domingos – de 13h às 20h
Capacidade: 50 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: drama

Sinopse

A VIDA ACONTECE NO PÂNTANO é um projeto da atriz Ana Abbott, que marca sua estreia na dramaturgia. Com Ana Abbott e Michel Blois em cena e com direção de Leonardo Netto, o espetáculo acontece em torno de um campo de forças – reais e imaginárias – que move o dia a dia de um casal de pesquisadores, biólogos, cuja relação se assemelha simbolicamente a um pântano. Os dois personagens tentam/imaginam matar um ao outro.

Sobre Ana Abbott

Ana Abbott é atriz e performer. Esteve em cartaz em 2018/2019 com ‘Púrpura’, de Anna Costa e Silva. Estreia como dramaturga com “A vida Acontece No Pântano “, onde também atua. Em seguida, a partir de março, realiza como atriz e diretora o espetáculo “A última Capsula”, do grupo Vendaval Fulminante, ao lado de Raquel Alvarenga, no Sesc Tiuca.
Está no longa, ainda inédito, ‘Praia do Silêncio’, de Francisco Garcia, e no curta ‘Bento’, de Rodrigo Graciosa. Ainda no cinema, recentemente fez os longas, ‘Os Príncipes’, ‘Guerra do Paraguay’ e ‘Dois Casamentos’, de Luiz Rosemberg Filho, e ‘O Espelho’, de Rodrigo Lima. Atuou em filmes de Aline Portugal, Bruno Safaddi, Paulo Halm, Maria Altberg e Janaína Diniz.
No Teatro trabalhou com José Celso Martinez Correa, Ana Kfouri, Ivan Sugahara, Leonardo Netto, Gerald Thomas, Daniela Fortes, Camilo Pellegrini, Cesar Augusto, Suzana Ribeiro, Isabel Cavalcanti, Renato Carrera, entre outros.
Na TV fez Magnífica 70, As Brasileiras,  Cidade Proibida e Se eu Fechar Os Olhos Agora.
Criou a performer Ana Tsunami ao lado do artista Cabelo, participou da Art Rio pela Gentil Carioca com a estilista Luiza Marcier. Ana desenvolve projetos e performances como Balé Mecânico e Bem Feito Pra Mim, e o Tumblr Cabeça Barulho.

Deixe sua opinião

Publicado por Vivian Pizzinga

A Favorita, confira novo spot legendado

Matheus Torreão vive solidão em clipe de “A Morte da Amizade”