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O DNA Qualitativo de “Boardwalk Empire” e da HBO

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Muita badalação e prêmios cercam a série Broadwalk Empire, milionário projeto da HBO que vem para sustentar a idéia de que a TV americana vive um período de ouro na qualidade e liberdade de sua dramaturgia.

Baseado no livro Broadwalk Empire: The Birth, High Times, and Corruption of Atlantic City de Nelson Johnson, onde o autor, um ex-funcionário da secretaria de planejamento de Atlantic City (New Jersey) que se tornou um de seus maiores historiadores, conta a história do tesoureiro da cidade Enoch “Nucky” Johnson que, na década de 20, era responsável tanto pelo boom de turismo que enriqueceu Atlantic City quanto pela criação de uma rede de corrupção e crime de dar inveja a Chicago.

A sombra dramatúrgica da aclamada Os Sopranos ronda a produção, principalmente pelo rigor de seu roteiro que busca a implementação de sua história mais na ambientação e nos diálogos, do que na ação propriamente dita. Esmiuçar o submundo da indústria do álcool, tido e proibido como droga na época, sob a ótica do poder e de suas idiossincrasias para uma nação acaba tornando-se tão atual e assimilável que a série ganha contornos de radiografia metafórica de uma política imperialista. Muito a ver, não é?

O DNA Qualitativo de "Boardwalk Empire" e da HBO | TV | Revista Ambrosia

Na série, o personagem principal do livro foi adaptado para Nucky Thompson (mudaram o sobrenome) e é vivido por Steve Buscemi, que engradece seu papel pela contenção e um certo ar de auto ironia que contribui bastante para sua mitificação naquele meio.

A produção como um todo (produção de arte, cenários, figurinos) é primorosa e ambienta sua trama de acordo com o glamour e a megalomania que o período evocava.

Apesar de tudo, de forma geral, os 12 episódios são muito bons mas sua história fica mais preocupada nessa ambientação política e sua influência sobre o homem, e pouco evolui no desenvolvimento de seus personagens. Não que isso seja um problema, até porque a segunda temporada está assegurada, apenas fica marcado esse desequilíbrio entre o retrato muito bem feito de um meio e o a ação pontuada de seus atores nesse universo.

Martin Scorsese divide a produção da série com Mark Wahlberg e Stephen Levinson (EntourageIn Treatment), além de ter sido responsável pela direção do episódio piloto, que bateu recorde de audiência na TV a cabo dos EUA. O roteiro ficou por conta de Terence Winter (The Sopranos).

O requinte de um produto é balizado pelo seu todo, e a HBO tem compreendido essa máxima com produtos que transcendem sua natureza comercial. Algo que o cinema precisa compreender para também achar o seu caminho…

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