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Primeira temporada de “How To Get Away With Murder” repercute o poder de Shonda Rhimes

E Shonda Rhimes conseguiu mais uma vez. E dessa vez com um nível de pretensão televisiva ainda mais pungente e assertiva. Com criação de seu pupilo, Peter Nowalk, How To Get Away With Murder é mais um sucesso – de público e crítica – da produtora executiva mais poderosa da TV americana. Para se ter uma ideia de sua influência hoje, suas três séries (além dessa, tem Scandal e a “imortal” Grey’s Anatomy) são/foram exibidas em sequência, no horário nobre da prestigiada noite de quinta-feira da Rede ABC. É de se impressionar…

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A história de seu novo sucesso já é bem promissora (com ecos na inesquecível Damages, vale dizer): a grande Viola Davis, interpreta (impecavelmente, vale dizer!) uma advogada e badalada professora de direito criminal, Annalise Keating, com métodos nada ortodoxos, que seleciona um grupo dos melhores alunos em sua turma numa Universidade para trabalhar em seu escritório, em casos da qual está envolvida. A história vai sendo contada de forma paralela, entre passado, presente e futuro, a partir de um assassinato importante na trama, que acaba arrolando todos os alunos e, é claro, Annalise.

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A espinha dorsal da série é boa demais para ser procedimental. A série deveria se concentrar apenas no crime e nos personagens a ele envolvido. Mas como é exibida numa TV aberta, acaba sendo canibalizada com um número extenso de episódios (o “normal” até seria entre 22 e 24 episódios, e só está sendo em 15 porque a Viola tem compromissos frequentes com o cinema, mas o ideal para saúde da trama seria se tivesse 10 episódios). Daí, a artimanha do “um caso por semana” diminui muito da força do roteiro. Entretanto, Miss Shonda entende do riscado, e com habilidade para fazer de suas histórias um entretenimento dos mais convincentes, a série se impõe de maneira eletrizante – os últimos episódios são bem (digamos) intensos.

Para além disso, tem a perspicácia da showrunner em atribuir normatividade às questões de minoria, como a própria representatividade do protagonismo de Viola e as generosas e muito comentadas cenas quentes de um casal gay. O último episódio elucidou questões, mas abriu intrigantes possibilidades para uma (já confirmada) segunda temporada. Só resta torcer para que isso não signifique sacrificar sua premissa em nome de uma longevidade. Ainda assim, palmas para dona Shonda!!!

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