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Sexta temporada de “Mad Men” termina fazendo da melancolia uma possibilidade

A sexta temporada de Mad Men chegou ao fim expondo a melancolia que se iniciou, com a diferença que a paranoia do começo deu lugar a uma desconstrução da figura (em diversos níveis) imagética do nosso bom e velho Don Draper (Jon Hamm). Talvez tenha sido nessa virada (projetadamente humanística) que a série alcançou um nível que estava perdendo ao longo de uma temporada um tanto irregular em sua narrativa e com episódios com “barrigas” visíveis e que diferentemente de temporadas anteriores não teve grandes momentos inesquecíveis ou marcantes.
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Escrito e dirigido pelo próprio criador Matthew Weiner e com colaboração no roteiro de Carly Wray, esse season finale foi delimitando as trajetórias de seus principais personagens. Don, vendo sua filha ser suspensa e despreparado para encará-la de novo após recentes acontecimentos, acaba por relembrar o  passado, o que pode afetar uma importante reunião com a Hershey’s. Enquanto isso, decide repentinamente se mudar para a Califórnia para trabalhar para a Sunkist, pegando a todos de surpresa.
Já Pete vê sua mãe desaparecer no mar após se casar secretamente com Manolo, o que o faz confrontar Bob sobre seu conhecimento no assassinato. Finalmente, Ted se entrega a Peggy, mas não considera certo abandonar sua família por outra mulher.
O roteiro foi colocando a obscuridade de Don à prova dele mesmo e de suas escolhas até ali. Para tanto, é genial como Weiner não toma partido nesse vislumbre do protagonista. Nunca sabemos que caminho Don vai seguir e no final isso fica bem claro e ainda abre possibilidades para o próximo ano.

Aliás, ano que vem, a série vem com a responsabilidade de apresentar sua última temporada. Resta saber se conseguirá manter o nível espacial e de desenvolvimento de personagens que fez sua “marca” figurar entra as 10 melhores séries  americanas de todos os tempos. A prerrogativa até aqui diz que sim…

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